User Tools

Site Tools


Action unknown: copypageplugin__copy
estudos:polt:als-2006

ALS (2006)

POLT, Richard F. H. The emergency of being: on Heidegger’s contributions to philosophy. Ithaca, NY: Cornell Univ. Press, 2006.

  • A partícula “como” (als) na sentença heideggeriana não é um conectivo trivial, mas expressa o movimento interpretativo fundamental onde todo compreender toma necessariamente algo como algo, rejeitando a possibilidade de um acesso puro e sem interpretação.
    • Referência à estrutura sujeito-predicado das asserções.
    • Definição de olhar sem o “como” como falha na compreensão (Ser e Tempo).
    • Significação do “como” como a ocorrência da revelação em sua ambiguidade.
    • Exemplos da atuação de um pai: assumir o manto, fingir ou definir o padrão.
  • A relação entre ser (Seyn) e apropriação (Ereignis) questiona se a apropriação é a face verdadeira ou apenas uma máscara do ser, concluindo-se que ela constitui o “mais interior” ou o coração do próprio acontecimento do ser, e não um emissário de um objeto oculto.
    • Recusa da apropriação como disfarce de um ser que se esconde atrás.
    • O ser não é um desconhecido à espreita.
    • Identificação da apropriação como o “innermost” do ser.
    • Distinção sutil onde o coração não é a totalidade, mas é essencial.
  • As reflexões tardias de Martin Heidegger recusam a classificação lógica de gênero e espécie para descrever a relação, definindo a apropriação como a origem essencial e a fonte doadora de tempo e ser, sem ser uma causa ou uma entidade.
    • Citação de Tempo e Ser (1962) e A Caminho da Linguagem (1959).
    • Apropriação como o “Isso” que dá o ser.
    • Riqueza da apropriação superior a qualquer definição de ser.
    • Caráter de evento de doação e não de coisa doada.
  • A obscuridade das formulações sobre a identidade entre os termos pode ser mitigada pela distinção clara entre o ser dos entes e o evento do ser (Seyn), permitindo afirmar que o evento de doação ocorre como apropriação e tem prioridade sobre o ser dos entes que dele emerge.
    • Inadequação das categorias lógicas para questões de doação.
    • Doação entendida como entrada no domínio do próprio.
    • Possibilidade de eliminar o “como”: o ser é apropriação.
    • Prioridade do Seyn/Ereignis sobre o resultado ôntico-ontológico.
estudos/polt/als-2006.txt · Last modified: by 127.0.0.1