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Encarnação

HENRY, Michel. Incarnation: une philosophie de la chair. Paris: Seuil, 2000.

Introdução

A questão da encarnação

I. A inversão da fenomenologia

  • § 1. Objeto da fenomenologia: a questão do “aparecer”
  • § 2. A indeterminação inicial das pressuposições fenomenológicas da fenomenologia. Os “princípios da fenomenologia”
  • § 3. O preconceito oculto das pressuposições da fenomenologia. A redução ruinosa de todo “aparecer” ao aparecer do mundo
  • § 4. A crise da fenomenalidade em Heidegger. A indigência ontológica do aparecer do mundo
  • § 5. O critério da linguagem. Avanço decisivo e limites da interpretação fenomenológica da linguagem
  • § 6. O paradoxo do “mundo” como poder de desrealização
  • § 7. A questão, tornada crucial, da impressão, compreendida como fundadora da realidade. O problema de seu estatuto fenomenológico. Intencionalidade e impressão
  • § 8. A vinda para fora de si da impressão no fluxo temporal e sua destruição
  • § 9. A origem da “impressão originária”. Inevitável remissão de uma fenomenologia da impressão à fenomenologia da vida
  • § 10. A passividade originária da impressão e sua “paixão” na afetividade transcendental da vida. O Presente vivo
  • § 11. A questão do aparecer original e o cogito de Descartes. Três interrogações fundamentais implicadas por ele
  • § 12. Má interpretação do cogito cartesiano por Husserl. Suas consequências: o descrédito da vida singular e sua substituição pela “essência” da vida na virada temática do método fenomenológico
  • § 13. Análise da virada temática. A aporia do método fenomenológico
  • § 14. Última tentativa de superar a aporia. A questão do “dado em imagem” da vida invisível
  • § 15. A autorrevelação originária da vida como fundamento do método fenomenológico. Resposta ao problema filosófico geral concernente à possibilidade de pensar a vida

II. Fenomenologia da carne

  • § 16. Aparecer e conteúdo do mundo: a questão do “mundo sensível”
  • § 17. A crítica radical do mundo sensível. Alcance e limites da redução galileana
  • § 18. A contrarredução cartesiana
  • § 19. A crítica husserliana da redução galileana em Krisis
  • § 20. Volta à análise do corpo sensível mundano. A remissão do corpo sentido ao corpo transcendental que o sente. A ambivalência do conceito de “sensível”
  • § 21. A tentativa de superar a oposição entre o corpo que sente e o corpo sentido: a problemática do último Merleau-Ponty e a absolutização do Sensível
  • § 22. Desdobramento do corpo transcendental. A corporeidade originária imanente encontra sua essência na vida
  • § 23. A geração da carne na Vida absoluta. Caracteres fenomenológicos originários da carne decorrente dessa geração
  • § 24. Da concepção helênica do corpo à fenomenologia da carne. As problemáticas fundamentais de Irineu e de Tertuliano
  • § 25. A interpretação radical da carne como matéria fenomenológica da vida e como sua autorrevelação. O cogito cristão de Irineu
  • § 26. Analítica do “eu posso”. O poder-se-mover como condição do poder-tocar e de todo poder atribuído ao corpo. Condillac e Maine de Biran
  • § 27. A carne, memória imemorial do mundo
  • § 28. A carne, lugar de doação de um corpo desconhecido – dado antes da sensação e antes do mundo. Estruturação e propriedades do “corpo orgânico”
  • § 29. A possibilidade originária da ação como pulsão carnal do corpo orgânico. A realidade prática invisível do conteúdo do mundo. Constituição e estatuto do corpo próprio objetivo
  • § 30. A teoria da constituição do corpo próprio do capítulo III de Ideen II. A tripla ocultação da possibilidade transcendental do “eu posso”, da existência do corpo orgânico, da localização nele de nossas impressões
  • § 31. Volta ao quiasma. O que quer dizer “ser-tocado”. Fenomenologia da pele como finalização da teoria da constituição do corpo próprio
  • § 32. Volta à tese de Condillac. O autoerotismo da estátua: a carne como lugar de perdição. Passagem necessária de uma fenomenologia da carne a uma fenomenologia da Encarnação

III. Fenomenologia da Encarnação: a salvação no sentido cristão

  • § 33. Recapitulação dos resultados obtidos ao termo da inversão da fenomenologia e da análise fenomenológica da carne
  • § 34. A questão do “eu posso” numa fenomenologia da Encarnação
  • § 35. Ilusão e realidade do “eu posso”
  • § 36. O esquecimento da vida e sua lembrança no páthos da práxis cotidiana
  • § 37. O esquecimento da vida e sua lembrança patética na angústia
  • § 38. A duplicidade do aparecer e o redobramento da angústia
  • § 39. O desejo e o “salto para o pecado”
  • § 40. As duas carnes transcendentais da relação erótica. O ego da descrição
  • § 41. A relação erótica na imanência da vida: o fracasso do desejo
  • § 42. A relação erótica no aparecer do mundo. A repetição do fracasso
  • § 43. A redução da relação erótica à sexualidade objetiva no tempo do niilismo
  • § 44. A vida é sem porquê. A vida é boa
  • § 45. Os graus da passividade: do Gênesis ao Prólogo de João
  • § 46. A via da salvação segundo Irineu e segundo Agostinho
  • § 47. A experiência do outro numa fenomenologia da vida
  • § 48. A relação com o outro segundo o cristianismo: o corpo Místico de Cristo

Conclusão

Para além da fenomenologia e da teologia: a Arqui-inteligibilidade joanina

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