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Identidade Humana

BUZZI, Arcângelo. A Identidade Humana. Petrópolis: Vozes, 2002.

Preâmbulo

Prefácio — O surto da identidade humana

  • 1° modo — A identidade na memória de seu puro nada
  • 2° modo — A identidade no desejo de conhecer
  • 3° modo — A identidade no saber da filosofia
  • 4° modo — A identidade no saber da filosofia dos helenos
  • 5° modo — A identidade no saber da teologia dos medievais
  • 6° modo — A identidade no saber da filosofia dos modernos
  • 7° modo — A identidade no saber da filosofia dos pós-modernos
  • 8° modo — A identidade humana no complexo da globalização
  • 9° modo — A identidade nas ciências da física, da ética e da lógica
  • 10° modo — A identidade na forma de vida plena
  • 11° modo — A identidade na mundanidade do mundo
  • 12° modo — A identidade no descaimento da armação-mundo
  • 13° modo — A identidade no disponível da natureza
  • 14° modo — A identidade humana na con-sonância da linguagem
  • 15° modo — A identidade no corpo-próprio
  • 16° modo — A identidade no poder da sensibilidade
  • 17° modo — A identidade na luz do pensamento
  • 18° modo — A identidade no zelo da vontade
  • 19° modo — A identidade no repente da verdade
  • 20° modo — A identidade no apelo da liberdade
  • 21° modo — A identidade no lugar-êxtase do espaço
  • 22° modo — A identidade no instante-êxtase do tempo
  • 23° modo — A identidade na invenção da história
  • 24° modo — A identidade na tradição
  • 25° modo — A identidade na solidão
  • 26° modo — A identidade no ordenamento-Estado
  • 27° modo — A identidade no mapa-cidade
  • 28° modo — A identidade no aprendizado do amor (eros)
  • 29° modo — A identidade na autonomia da ação
  • 30° modo — A identidade na pulsão da mortalidade
  • 31° modo — A identidade na imagem do poder econômico
  • 32° modo — A identidade no espetáculo de sua invenção
  • 33° modo — A identidade na experiência do futuro

Conclusão — O ocaso da identidade humana


Preâmbulo

“A identidade humana compreende sempre todo existente em seu modo próprio de existir” (Aristóteles, De anima, F 8, 431 b 21).
“Em seu modo de existir, a identidade humana tem a capacidade de conviver com todo existente” (Tomás de Aquino, De Veritate, qu. I a. 1 c).

O ser da identidade humana provê cada diferença do logos, isto é, da capacidade de conhecer e de praticar, nos diversos cenários de sua existência, a decisão de unir Identidade e Diferença num comum-pertencer!

Desde os tempos mais antigos, o logos, isto é, a egrégia capacidade de conhecer, foi considerada salvaguarda da identidade humana na decisão de pertencer ao ser. No simples ato de pensar, cada diferença humana efetua sua pertença a um mesmo e comum-ser.

“…pois o mesmo é pensar e ser” (Parmênides, 540-450 a.C. fragm. 3).

Isto significa que, no ato de pensar, cada diferença se demora no sereno conhecimento e conseqüente decisão de pertencer a um ser-comum, princípio de unidade do múltiplo diverso, supercausa da perfeita comunidade.

O tempo todo, porém, bem antes de qualquer conhecimento explícito, na cultura de usos e costumes, nas lutas do amor, nas fadigas do trabalho, nos sofrimentos da vida e na recusa da morte, a identidade humana, na floração de cada diferença, sempre questionou a ancoragem de sua existência, quer dizer, sempre procurou escutar o apelo de fazer parte a um comum-pertencer.

“No homem impera um pertencer ao ser; este pertencer escuta o ser, porque a ele está entregue como propriedade” (Heidegger, M. Identidade e diferença. São Paulo 1978, p. 59).
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