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REGRAS DE COMPORTAMENTO (RJ:143-145)

ARENDT, Hannah. Responsabilidade e julgamento. Tr. Rosaura Eichenberg. São Paulo: Companhia das Letras, 2004

  • Quando se questiona se há algo a que se agarrar ao julgar o certo e o errado para além da aplicação automática de regras gerais, verifica-se que embora existam padrões aceitos nos mores de cada comunidade, o elemento decisivo ao qual o julgamento efetivamente se prende é o exemplo, conforme indicado por Kant ao afirmar que os exemplos são o “andador do julgamento” e ao caracterizar o pensamento envolvido como “pensamento exemplar”, no qual um particular orienta outros particulares sem subsunção a um universal.
    • Padrões geralmente aceitos nas maneiras e convenções.
    • Distinção entre conduta socialmente aceitável e juízo moral.
    • Referência a Kant e à Crítica da razão pura, B174.
    • Diferença entre esquema geral e exemplo qualitativo.
  • A diferença entre esquema, abstração e exemplaridade torna-se clara ao perguntar o que é uma mesa, pois se pode recorrer ao esquema kantiano ou à ideia de mesa em Platão, ou ainda à mesa abstrata obtida pela eliminação das qualidades secundárias, mas também se pode escolher uma mesa exemplar como caso particular que passa a valer para outros casos, procedimento análogo ao uso de Aquiles como exemplo de coragem, Sólon como exemplo de sabedoria, e César ou Napoleão como exemplos de cesarismo e bonapartismo, cuja validade permanece circunscrita ao conhecimento desses casos.
    • Mesa esquemática como forma imaginada.
    • Mesa abstrata como resultado de abstração das qualidades secundárias.
    • Mesa exemplar como caso particular escolhido.
    • Aquiles e a coragem.
    • Sólon e a perspicácia.
    • César e Napoleão como modelos de cesarismo e bonapartismo.
  • Os exemplos constituem o fundamento do julgamento moral, como demonstra a ampla aceitação da máxima segundo a qual é melhor sofrer o mal do que praticá-lo devido ao exemplo de Sócrates, posição retomada criticamente por Nietzsche na Vontade de poder ao sustentar que não se deve separar ato e agente e que tudo depende de quem pratica a ação, de modo que o julgamento do certo e do errado se orienta por pessoas e incidentes exemplares, históricos ou fictícios, como ilustrado por Jefferson ao mencionar Macbeth e Rei Lear.
    • Sócrates como exemplo de conduta moral.
    • Nietzsche e a inseparabilidade entre ato e agente.
    • Referência à Vontade de poder, n° 292.
    • Jefferson e os exemplos de Macbeth e Rei Lear.
    • Exemplos literários como formadores de senso moral.
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