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AVERRÓIS E A NOÇÃO DE PHANTASIA (E:142-151)
AGAMBEN, Giorgio. Estâncias - A Palavra e o Fantasma na Cultura Ocidental. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2007.
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Tema psicológico análogo na obra de Averróis
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Averróis como mediador da leitura de Aristóteles para o século XIII, “Averroís, ehe l’ gran comento feo”
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Paráfrase do De senso et sensibilibus: processo que vai da sensação à imaginação
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Síntese psicofisiológica medieval como expressão exemplar
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Explicação da pergunta de Giacomo da Lentini: Or come pote sl gran donna entrares
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Crítica à impressão corporal das formas sensíveis
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Destruição da opinião segundo a qual as formas se imprimem na alma com impressão corporal
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Compreensão de corpos maiores pela visão através da pupila pequena
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Sentidos não compreendem intenções dos objetos sensíveis sem abstração da matéria
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Referência ao De oculis atribuído a Galeno: problema da entrada por abertura estreita
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Olho como espelho e processo de transmissão das formas
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Olho como espelho em que se refletem fantasmas
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Predomínio da água tersa e diáfana onde se inscrevem formas
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Necessidade de iluminação pela luz através do ar
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Ar recebe a forma das coisas e a entrega à rede externa do olho
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Transmissão até a última rede onde se encontra o senso comum
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Rede granulada como espelho entre ar e água
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Humor vítreo como porção extrema do olho
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Senso comum transmite à virtude imaginativa de modo mais espiritual
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Três ordens das formas: corpórea, espiritual no senso comum, mais espiritual na imaginação
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Imaginação torna presente sem presença da coisa externa
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Analogia do espelho de duas faces: coisa sensível, ar mediano, olho, virtude sensitiva, virtude imaginativa
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Ausência do objeto sensível implica ausência da forma no senso comum e permanência da imaginação no ato de imaginar
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Processo cognoscitivo como especulação e reflexão de fantasmas
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Conhecimento concebido como especulação em sentido restrito
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Refletir-se de fantasmas de espelho em espelho
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Espelho e água como olhos e sentido que refletem a forma
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Fantasia que imagina na ausência do objeto
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Homem medieval frente a um espelho ao olhar o mundo e ao abandonar-se à imaginação
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Amor como processo essencialmente fantasmático
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“Os olhos geram por primeiro o amor” e forma vista que se entende, segundo Cavalcanti
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Penetração da forma pelos sentidos até tornar-se fantasma ou intenção na cela fantástica e na memorial
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Amor concebido como processo que implica imaginação e memória
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Andrea Cappellano, De amore: amor como immoderata cogitatio de um fantasma interior
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“Ex sola cogitatione… passio illa procedit”
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Descoberta da irrealidade do amor e do seu caráter fantasmático
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Conexão entre desejo e fantasma, pressentida no Filebo platônico
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Novidade da concepção medieval de Eros
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Ausência clássica da concepção fantasmática do amor
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Mundo clássico sem concepção do amor como processo fantasmático
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Teorizações elevadas com paradigma em Platão
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Neoplatônicos tardios e médicos a partir do século VIII
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Concepções baixas: intervenção demoníaca ou doença mental
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Cultura medieval coloca o fantasma como origem e objeto do amor
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Deslocamento do lugar próprio de Eros da visão para a fantasia
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Narciso, espelho e ymage na formação da ideia medieval do amor
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Lugar amoroso como fonte ou espelho
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Roman de la Rose: deus de amor junto à fonte, miroërs perilleus de Narciso
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Narciso enamorado da imagem refletida na água tomada por criatura real
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Idade Média identifica amor de uma imagem, “enamorar-se por uma sombra”
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Ênfase na fábula de Narciso na iconografia erótica medieval
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Pigmaleão e caráter fantasmático do galanteio de uma imagem
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“Amar por sombra” ou “por figura”, Ozil de Cadars
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Intenção erótica voltada idolatricamente para uma ymage
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Alegoria da psicologia fantasmática no Roman de la Rose
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Cena do enamoramento junto à fonte como alegoria fiel
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“A água é o olho”, conforme Averróis
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Sol lança raios na fonte e cores aparecem no cristal
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Cristal duplo como virtude sensitiva e imaginativa
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Impossibilidade de contemplar simultaneamente fantasma na imaginação e forma no sentido
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Fonte de Amor, fin’amors e fol amour
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Fonte que “inebria de morte os vivos” e espelho de Narciso como alusão à imaginação
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Fantasma como verdadeiro objeto do amor
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Narciso como paradigma da fin’amors e do fol amour
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Rompimento do círculo fantasmático ao tentar apropriar-se da imagem como criatura real
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Novidade da psicologia medieval tardia
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Justificação do tema da ymage na poesia amorosa
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Encontro de Eros e Narciso junto à fonte de amor
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Eros na constelação do fantasma
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Espelhar-se no miroërs perilleus da imaginação
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Contribuição original à fantasmologia aristotélica
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Fantasma como cópula entre indivíduo e intelecto possível
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Doutrina que torna o fantasma ponto de união entre indivíduo e único intelecto possível
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Disputa sobre unidade ou multiplicidade do intelecto possível no século XIII
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Averróis sustenta intelecto possível único e separado
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Inteligência como algo único e supraindividual
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Intelecto incorruptível e eterno que se junta a cada homem
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Exercício ativo da intelecção através dos fantasmas no sentido interno
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