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        <title>EREIGNIS</title>
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        <title>Aletheia</title>
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        <description>Aletheia

(BUZZI, A. Introdução ao pensar. Petrópolis: Vozes, 1973)

Ao surpreender esse momento íntimo do ser, estaremos por certo na presença retraída da verdade. A verdade é pois revelação do ser. Mas o que se revela insinua uma profundidade não-revelada. Verdade é então revelação que evoca a não-revelação. Em grego o termo usado para exprimir esse movimento revelador do ser, portanto a verdade, é aletheia, palavra derivada do verbo lantháno, que significa encobrir, e da partícula privativa a…</description>
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        <title>Caminho</title>
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        <description>Caminho

(BUZZI, A. Introdução ao pensar. Petrópolis: Vozes, 1973:55-56)

As situações concretas, as circunstâncias sem as quais não somos aquilo que somos, são apenas mediações. Nelas tematizamos o ser-humano, nelas nos apercebemos como passagem, movimento, processo indefinido, ponte, abertura que ultrapassa todas as determinações.</description>
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        <title>Ciência é um diálogo com a realidade</title>
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        <description>Ciência é um diálogo com a realidade

(BUZZI, A. Introdução ao pensar. Petrópolis: Vozes, 1973.)

A ciência é, pois, um diálogo com a realidade, instituído pelo homem. Um diálogo que convoca o real a vir à presença do espirito em modelos funcionais ou operativos. No modelo, a realidade aparece como «científica». Antes de entrar na malha do modelo, era a-científica. No instante em que se torna científica, ela perde sua «identidade». A «realidade científica» apenas evoca a realidade. «Evocar» na c…</description>
    </item>
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        <title>Ciência e representação</title>
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        <description>Ciência e representação

BUZZI, A. Introdução ao pensar. Petrópolis: Vozes, 1973.

O filósofo não pretende construir uma representação que colha o ser na sua originariedade. A filosofia não é um saber representar o ser, como a matemática é um saber representar a realidade more geometrico, como a física é um saber representar os corpos em sistemas. A filosofia não se furta e nem pode se furtar de representar, pois o ser só se revela na «representação». É na objetividade do ser percebido ou repres…</description>
    </item>
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        <title>Ciência é uma expressão de conhecimento do ser</title>
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        <description>Ciência é uma expressão de conhecimento do ser

BUZZI, A. Introdução ao pensar. Petrópolis: Vozes, 1973.

A ciência também é uma expressão articulada de conhecimento do ser. Em oposição ao conhecer ordinário e mítico, cuja articulação intelectiva morre como que submersa no próprio real que intende elucidar, o conhecimento científico se caracteriza por distanciar-se da convivência do ser, por apreendê-lo numa clara representação objetiva. Ao fazer ciência, a mente como que se afasta da realidade.…</description>
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        <title>Ciência, modo de compreensão da totalidade da realidade</title>
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        <description>Ciência, modo de compreensão da totalidade da realidade

BUZZI, A. Introdução ao pensar. Petrópolis: Vozes, 1973.

A ciência é um modo de compreensão da totalidade da realidade: é força unidimensional, reduz a seu modelo todos os outros modelos culturais. Não suporta a diferença. Reduz tudo a um plano, a um horizonte. O que não se deixa ver nesse horizonte não é considerado, simplesmente não existe! Deve-se, porém, notar que quando a ciência declara o que «existe» ou o que «não-existe», declara-…</description>
    </item>
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        <title>Ciência</title>
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        <description>Ciência

(BUZZI, A. Introdução ao pensar. Petrópolis: Vozes, 1973:91-95, 105)

A ciência também é uma expressão articulada de conhecimento do ser. Em oposição ao conhecer ordinário e mítico, cuja articulação intelectiva morre como que submersa no próprio real que intende elucidar, o conhecimento científico se caracteriza por distanciar-se da convivência do ser, por apreendê-lo numa clara representação objetiva. Ao fazer ciência, a mente como que se afasta da realidade. Submete o ser à lei do obj…</description>
    </item>
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        <title>Ciências empírico-formais</title>
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        <description>Ciências empírico-formais

(BUZZI, A. Introdução ao pensar. Petrópolis: Vozes, 1973:97-101)

As ciências empírico-formais ou as ciências da natureza embora investiguem fenômenos materiais não diferem essencialmente das ciências formais puras. As ciências empírico-formais estudam os fenômenos do mundo material. Elas são chamadas de empíricas ou experimentais porque se fundamentam sobre a experiência sensível. De fato, porém, elas utilizam, na análise da realidade material, um aparelho teórico com…</description>
    </item>
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        <title>Ciências formais</title>
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        <description>Ciências formais

(BUZZI, A. Introdução ao pensar. Petrópolis: Vozes, 1973:95-97)

As ciências formais são as matemáticas e a lógica. Poderíamos até nomeá-las no singular, simplesmente como a ciência dos sistemas formais.

Um sistema formal é uma realidade de ordem ideal. Os sinais e os conceitos dos sistemas formais se referem a entidades ideais próprias de tais sistemas. Por exemplo, na lógica as diferentes formas de raciocínio, na matemática os números, os conjuntos, as estruturas algébricas,…</description>
    </item>
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        <title>Ciências hermenêuticas</title>
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        <description>Ciências hermenêuticas

BUZZI, A. Introdução ao pensar. Petrópolis: Vozes, 1973.

As ciências hermenêuticas são as ciências humanas ou as ciências do espírito (em alemão: Geisteswissenschaften).

Hermenêutica procede da palavra indo-germânica Herm, que significa o que envia. Hermes é o deus da mensagem. Daí vem verbum, word, Wort. As coisas que aparecem são enviadas, estão no envio de herm, do verbum, da palavra. Auscultar o sentido do envio é fazer a hermenêutica da palavra.</description>
    </item>
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        <title>Ciências são histórias</title>
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        <description>Ciências são histórias

(BUZZI, A. Introdução ao pensar. Petrópolis: Vozes, 1973.)

As ciências nem sempre existiram. Elas são histórias, isto é, são obra do homem, são criação do espírito humano. As razões de seu aparecimento parece que radicam na estrutura «objetivante» da inteligência e na «vontade-de-poder» do homem.</description>
    </item>
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        <title>Conhecimento científico</title>
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        <description>Conhecimento científico

BUZZI, A. Introdução ao pensar. Petrópolis: Vozes, 1973.

Para compreender o que seja «conhecimento científico» é preciso aclarar o espaço onde ele se efetua. Não todo conhecimento é científico. Quando um conhecimento se torna científico ou se faz ciência? O conhecimento se constitui em ciência desde o momento em que possa indicar claramente seu objeto e em segundo lugar desde que possa falar claramente sobre ele.</description>
    </item>
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        <title>Contemplar o real em modelos</title>
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        <description>Contemplar o real em modelos

BUZZI, A. Introdução ao pensar. Petrópolis: Vozes, 1973.

A civilização ocidental conduziu o espirito a desenvolver-se como inteligência, que é habilidade e perícia no exame e cálculo de coisas dadas com vistas a um possível uso. A inteligência ocidental se aprimorou na competência de criar e controlar a realidade em modelos e sistemas. Ela vive a realidade re-criada nessa transformação. Numa transcendência sempre mais abstrata.</description>
    </item>
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        <title>Ambiguidade da existência humana</title>
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        <description>Ambiguidade da existência humana

(BUZZI, A. Introdução ao pensar. Petrópolis: Vozes, 1973, p. 60)

De um lado reconhecer e assumir as determinações concretas, consentir em ser circunstância, em se limitar a um modo definido e encarnado de viver; de outro lado projetar-se para a transcendência, manter o movimento de negação das determinações. Sustentar a tensão dos polos de afirmar e de negar: é a ambiguidade do humano.</description>
    </item>
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        <title>Filosofia</title>
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        <description>Filosofia

(BUZZI, A. Introdução ao pensar. Petrópolis: Vozes, 1973:111-115)

Só é possível conhecer a realidade, isto é, torná-la presente intelectivamente, submergindo nela, deixando que ela fale, que ela se faça presença no âmbito do pensar. Conhecer é o ato do pensamento que percebe a presença do ser, o recolhe no conceito e o comunica na palavra. A filosofia é então subsequente ao ato do pensar. É um saber marcado pela saudade. É um conjunto de conceitos que despertam em nós a saudade do se…</description>
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        <title>Heráclito</title>
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        <description>Heráclito

BUZZI, A. Introdução ao pensar. Petrópolis: Vozes, 1973.

Logo no início temos o grande Heráclito. O ser, diz ele, é um eterno fluir, uma evanescente fuga, um rio que corre. Não há possibilidade de fixar-lhe as águas. Tudo passa «panta rei». No momento de passar, porém, fração mínima que seja, surpreendemos em sua fugacidade uma tênue consistência. Empenhamo-nos por conservá-la. Estabelece-se então uma experiência do ser como conflitual. Tudo briga no ser. É a luta da consistência con…</description>
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        <title>Ideias</title>
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        <description>Ideias

(BUZZI, A. Introdução ao pensar. Petrópolis: Vozes, 1973:41-43)

Vejamos como Platão, partindo da herança pré-socrática, elabora a filosofia. Distingue, no aparecer do ser, o que aparece do que não aparece. O que aparece é o aspecto do ser, não diretamente o ser. Em grego aspecto é eidos. O pensamento não vê o ser, mas o eidos do ser, a ideia.</description>
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        <title>Mito</title>
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        <description>Mito

(BUZZI, A. Introdução ao pensar. Petrópolis: Vozes, 1973:31-32)

O MITO, embora na linguagem comum o termo seja usado como sinônimo de crença dotada de validade mínima e de pouca verossimilhança, não deve ser visto como produto de uma atividade secundária e subordinada do intelecto. Porque o saber lógico-científico não consegue controlar a linguagem mítica, considera-a como ilógica. O ilógico é um termo criado pelo poder lógico para dominar o que não pode. Por conseguinte, quando a ciência…</description>
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        <title>Parmênides</title>
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        <description>Parmênides

BUZZI, A. Introdução ao pensar. Petrópolis: Vozes, 1973.

O grande Parmênides afirma que o ser se essencializa na aparência, aí ele transparece. Vê na «aparência» o que Heráclito via na «fluência». O fluir ou o aparecer desocultam o ser, como o mensageiro à medida que aparece e corre para nós desoculta a mensagem.</description>
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        <title>Questão do ser</title>
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        <description>Questão do ser

(BUZZI, A. Introdução ao pensar. Petrópolis: Vozes, 1973)

Introdução ao pensar é o título do livro que o leitor tem em mãos. Pensar é achegar-se à realidade no seu constitutivo mais profundo. Isso não significa que o pensamento esteja em algum momento fora, adejando na periferia do real. A realidade é cheia de pensamento. Tudo quanto existe proclama o pensamento.</description>
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        <title>Ser</title>
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        <description>Ser

(BUZZI, A. Introdução ao pensar. Petrópolis: Vozes, 1973:21-23)

FALAR do ser é uma arte difícil. Todos estamos no enredo dessa árdua fala. A vida é o drama do ser. Quem vive, pelo fato mesmo de se encontrar na fluência do acontecer-vida, está na investigação do ser.</description>
    </item>
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        <title>Sócrates</title>
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        <description>Sócrates

BUZZI, A. Introdução ao pensar. Petrópolis: Vozes, 1973.

SÓCRATES está no ocaso do pensamento grego. Ocaso é movimento que se encaminha para uma decisão articulada, para uma definida maneira de dizer e viver o ser.

Em Heráclito e Parmênides o ser não era claramente representado num conceito. Era insinuado no vigor que fluía ou na vigência do que aparecia. Era aí, na imersão do manifestado, que o ser se revelava e se velava, se dizia e não se dizia.</description>
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        <title>Sophon</title>
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        <description>Sophon

(BUZZI, A. Introdução ao pensar. Petrópolis: Vozes, 1973:7)

Onde está a sabedoria para que o filósofo crie com ela esses laços de correspondência, de harmonia e amor? A sabedoria é o todo, é a realidade, são os entes em sua totalidade. Podemos traduzir sóphon como o todo dos entes. O todo dos entes, porém, é cheio de pensamento; daí sóphon também significar sabedoria.</description>
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        <title>Introdução ao Pensar</title>
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        <description>Introdução ao Pensar

BUZZI, A. Introdução ao pensar. Petrópolis: Vozes, 1973.

Prefácio

I. O SER

Capítulo I. A ontologia
O problema do serA compreensão do ser
Capítulo II. A metafísica
A formalização histórica da metafísicaDa metafísica à lógica</description>
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