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        <title>EREIGNIS</title>
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        <dc:creator>Anonymous (anonymous@undisclosed.example.com)</dc:creator>
        <title>ALIENAÇÃO DA ARTE</title>
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        <description>ALIENAÇÃO DA ARTE

AGAMBEN, G. O homem sem conteúdo. Tr. Cláudio Oliveira. Belo Horizonte : Autêntica Editora, 2012.

Essa estrutura original da obra de arte está hoje ofuscada. No ponto extremo do seu destino metafísico, a arte, tornada uma potência niilista, um “nada que se autonadifica”, vaga no deserto da terra aesthetica e gira eternamente em torno da própria dilaceração. A sua alienação é a alienação fundamental, porque acena para a alienação do próprio espaço histórico original do homem. …</description>
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        <dc:creator>Anonymous (anonymous@undisclosed.example.com)</dc:creator>
        <title>ARTE E NIILISMO</title>
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        <description>ARTE E NIILISMO

AGAMBEN, G. O homem sem conteúdo. Tr. Cláudio Oliveira. Belo Horizonte : Autêntica Editora, 2012.

O exame do gosto estético nos leva, assim, a nos perguntarmos se não existe talvez algum tipo de nexo entre o destino da arte e o surgimento daquele niilismo que, segundo as palavras de Heidegger, não é de modo algum um movimento histórico ao lado de outros, mas “pensado na sua essência, é o movimento fundamental da História do Ocidente”</description>
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        <title>A ARTE É A ETERNA AUTOGERAÇÃO DA VONTADE DE PODER</title>
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        <description>A ARTE É A ETERNA AUTOGERAÇÃO DA VONTADE DE PODER

AGAMBEN, G. O homem sem conteúdo. Tr. Cláudio Oliveira. Belo Horizonte : Autêntica Editora, 2012.

Mas na essência da arte, que atravessou até o fundo o próprio nada, domina a vontade. A arte é a eterna autogeração da vontade de potência. Como tal, ela se destaca tanto da atividade do artista quanto da sensibilidade do espectador para se colocar como o traço fundamental do devir universal. Um fragmento dos anos 1885-86 afirma : “A obra de arte, …</description>
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        <title>FILOSOFIA E ARTE</title>
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        <description>FILOSOFIA E ARTE

AGAMBEN, G. O homem sem conteúdo. Tr. Cláudio Oliveira. Belo Horizonte : Autêntica Editora, 2012).

É comum esquivar esse juízo de Hegel, objetando que, desde a época em que ele escrevia o seu elogio fúnebre, a arte produziu inumeráveis obras-primas e assistimos ao nascimento de outros tantos movimentos estéticos ; e que, por outro lado, a sua afirmação era ditada pelo propósito de deixar à filosofia a preeminência dentre as outras formas do Espírito absoluto ; mas quem quer qu…</description>
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        <title>O MAIS INQUIETANTE</title>
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        <description>O MAIS INQUIETANTE

AGAMBEN, G. O homem sem conteúdo. Tr. Cláudio Oliveira. Belo Horizonte : Autêntica Editora, 2012

Mas, mesmo antes de Platão, uma condenação ou ao menos uma suspeita em relação à arte já tinha sido expressa na palavra de um poeta e ao fim do primeiro estásimo da Antígona de</description>
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        <title>A OBRA DE ARTE</title>
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        <description>A OBRA DE ARTE

AGAMBEN, G. O homem sem conteúdo. Tr. Cláudio Oliveira. Belo Horizonte : Autêntica Editora, 2012

Que a obra de arte seja outra coisa, diferente do que nela é simples coisa, é, por fim, óbvio demais, e é isso que os gregos exprimiam no conceito de alegoria : a obra de arte ἄλλο ἀγορεύει, comunica outra coisa, é outra em relação à matéria que a contém</description>
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        <description>O homem sem conteúdo

AGAMBEN, Giorgio. L’uomo senza contenuto. 4. ed ed. Macerata: Quodlibet, 2005.
Capítulo primeiro. A coisa mais inquietanteCapítulo segundo. Frenhofer e seu duploCapítulo terceiro. O homem de gosto e a dialética do dilaceramento</description>
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        <title>TECHNE E POIESIS</title>
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        <description>TECHNE E POIESIS

AGAMBEN, G. O homem sem conteúdo. Tr. Cláudio Oliveira. Belo Horizonte : Autêntica Editora, 2012

No segundo livro da Física, Aristóteles distingue, porém, aquilo que, sendo por natureza (φύσει), tem em si mesmo a própria ἀρχή, isto é, o princípio e a origem do próprio ingresso na presença, daquilo que, sendo por outras causas (δι᾿ἄλλας αἰτίας), não tem em si mesmo o próprio princípio, mas o encontra na atividade pro-dutiva do homem</description>
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