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Poder-Ser
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- Definição conceitual de Seinkönnen como capacidade de habitar determinado âmbito de possibilidades, envolvendo compreensão, habilidades e inclinação afetiva para persegui-las.
- Enquadramento do conceito no período de Ser e Tempo e suas lições circunvizinhas, como parte da reapropriação criativa da ontologia aristotélica, particularmente do conceito grego de dynamis.
- Deslocamento ontológico fundamental: prioridade heideggeriana do possível sobre o atual, invertendo relação aristotélica.
- Possibilidade não compreendida em sentido lógico-formal, mas como modo de ser específico do Dasein, cujo ser é sempre uma questão para ele mesmo.
- Caracterização do Dasein como existência, não como coisa simplesmente presente ou disponível, cujo ser é essencialmente drama de sua própria realização.
- Autoindividualização do Dasein através de seu poder-ser: cada existente é singularmente si mesmo, e em cada um o mundo renasce como esfera do possível.
- Expressão “próprio” ou “mais próprio” (eigen, eigenste) como quase redundante, pois poder-ser é sempre de algum modo apropriado, mesmo quando inautêntico.
- Relação do Dasein com seu ser mediante compreensão (Verstehen), termo que transcende conotação puramente cognitiva.
- Revelação das possibilidades através da tonalidade afetiva (Stimmung), não por reflexão teórica.
- Resposta à pergunta “como vai?” como abertura ou ocultamento de mundo e das possibilidades nela contidas.
- Inseparabilidade entre poder-ser e distinção entre autenticidade (Eigentlichkeit) e inautenticidade (Uneigentlichkeit).
- Autenticidade como ser na potencialidade de ser mais própria, não como categoria moral, mas como modificação ontológica da existência inautêntica.
- Compreensão inautêntica como modo de ser constitutivo: Dasein compreende a si mesmo inicialmente a partir do modo como todos os outros o fazem.
- Articulação essencial do poder-ser próprio com os fenômenos da angústia (Angst) e da morte.
- Angústia como temor não diante deste ou daquele ente, mas diante do possível como tal e da totalidade da existência como origem de todas as possibilidades.
- Experiência do nada e do ser-nulo (Nichtigkeit) do Dasein como base para confrontação com a morte.
- Morte como possibilidade insuperável e mais própria, impossibilidade de toda possibilidade, que individualiza radicalmente o Dasein.
- Ser-para-a-morte (Sein-zum-Tode) como condição para escolha autêntica do poder-ser próprio, em contraposição à vida anônima do “se” impessoal.
- Resposta à acusação de solipsismo: distinção entre plano ontológico e plano moral ou ôntico.
- Individuação ontológica do Dasein como pressuposto para qualquer decisão moral, inclusive aquela de colocar os outros à frente de si.
- Exemplo dos dois modos de ser-com-os-outros: liberação do outro para suas próprias possibilidades versus dominação e controle.
- Fundamento ontológico da alteridade: escolha autêntica do próprio poder-ser não exclui, mas possibilita relação ética genuína.
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