SZ (STMS) – “visão”
A ideia de apreensão e explicação (76) “originárias” e “intuitivas” dos fenômenos abriga o contrário da ingenuidade de uma “visão” casual, “imediata” e impensada. STMS: ET7
Para uma “visão” ôntico-ontológica, destituída de preconceitos, o impessoal se revela como “o sujeito mais real” da cotidianidade. STMS: ET27
Deve-se proteger o termo “visão” de mal-entendidos. STMS: ET31
Isso é o que falta na fantasia arbitrária ou na simples “visão” de um ente. STMS: ET52
A unidade ekstática da temporalidade, isto é, a unidade do “fora de si” nas retrações de porvir, vigor de ter sido e atualidade é a condição de possibilidade para que um ente possa existir como o seu “pre (das Da)”. O ente que carrega o título de presença (Dasein) É “iluminado”. A luz que constitui a luminosidade da presença (Dasein) não é uma força ou fonte ôntica simplesmente dada de uma clareza cintilante que, por vezes, ocorre neste ente. Antes de toda interpretação “temporal”, determinou-se como cura o que ilumina essencialmente esse ente, isto é, aquilo que o torna “aberto” e também “claro” para si mesmo. É na cura que se funda toda abertura do pre (das Da). E é esta luminosidade que possibilita toda iluminação e esclarecimento, toda percepção, “visão” e posse de alguma coisa. A luz desta luminosidade só pode ser compreendida quando, ao invés de sairmos à busca de uma força simplesmente dada e implantada, questionarmos toda a constituição ontológica da presença (Dasein), ou seja, a cura, quanto ao fundamento unificador de sua possibilidade existencial. A temporalidade ekstática ilumina originariamente o pre (das Da). Ela é o regulador primordial da unidade possível de todas as estruturas essencialmente existenciais da presença (Dasein). STMS: ET69
De acordo com a primazia da “visão”, deve-se iniciar a demonstração da gênese existencial da ciência, mediante a caracterização da circunvisão que rege a ocupação “prática”. STMS: ET69
