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HEIDEGGERIANA – "REALIDADE"

- CartaHumanismo

1. Nossos termos “possível” e “possibilidade” são pensados em oposição à “realidade”, baseados em uma interpretação metafísica do ser como *actus* e *potentia*.

- Essa distinção está ligada à diferença entre *existentia* e *essentia*.

- A “força silenciosa do possível” não se refere a uma *possibilitas* abstrata, mas ao próprio ser, que capacita o pensar e a essência humana.

- NiilismoEuropeu I

2. Nietzsche questiona se o mundo dos desejos e paixões é a única “realidade” dada, sugerindo que o pensamento é apenas a relação entre essas pulsões.

- Ele propõe que essa “realidade” poderia ser suficiente para entender até mesmo o mundo mecânico (material).

- NiilismoEuropeu I

3. Nietzsche substitui a subjetividade cartesiana (baseada na consciência) por uma subjetividade metafísica fundamentada no corpo.

- Ele afirma que a única “realidade” determinante é o mundo dos apetites e paixões, radicalizando a metafísica de Descartes ao transferi-la para o âmbito fisiológico da vontade de poder.

- TranscendênciaST I

4. O problema ontológico fundamental não se reduz à questão da “realidade” do mundo externo.

- A existência abrange múltiplos modos (natureza, história, arte, vida humana), exigindo uma investigação sobre a unidade e as variações regionais do ser.

- VontadePoder I

5. Nietzsche questiona se os axiomas lógicos correspondem ao real ou se são instrumentos para criar o conceito de “realidade”.

- Como não podemos conhecer o ente em si, esses princípios não são critérios de verdade, mas imperativos do que deve valer como verdadeiro.

- PlatoVerdade I

6. O liberado que retorna à caverna enfrenta o risco de sucumbir à “realidade” comum, que os prisioneiros tomam como única verdade.

- Essa tensão se concretiza no destino de Sócrates, que foi sacrificado por desafiar as noções estabelecidas de realidade.

- PreguntaSer I

7. A presença do ser pode ser mal interpretada como uma abstração diante do ente, visto como a única “realidade”.

- O representar niilista tende a ignorar a retração do ser, focando apenas no que é imediatamente consistente e presente.

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