1964-11
HEIDEGGER, Martin. Seminários de Zollikon. Organizado por Peter Trawny (2018). Traduzido por Marco Casanova. Rio de Janeiro: Via Verita, 2021
VI. SEMINÁRIO DE 2 E 5 DE NOVEMBRO DE 1964 EM ZOLLIKON
A ESSÊNCIA DA MODERNA CIÊNCIA DA NATUREZA E A MEDITAÇÃO SOBRE OS FENÔMENOS (2 DE NOVEMBRO DE 1964)
1. O diálogo entre Sócrates e o sofista é narrado: o sofista, que viajava e falava constantemente do que há de mais novo e diverso, encontra Sócrates na praça do mercado e o critica por falar sempre sobre o mesmo; Sócrates responde que o mais difícil não é apenas dizer o mesmo, mas dizer o mesmo sobre o mesmo, contrapondo a superficialidade da novidade constante à perseverança na coisa mesma.
2. Nos encontros do seminário em janeiro e julho, tentou-se visualizar fenômenos que não concernem expressamente ao campo da psicologia, como a mesa e seu ser em si subsistente, a maneira como a mesa está no espaço em contraposição ao modo humano de estar no espaço, e o fenômeno do espaço trouxe para o aberto e a clareira (Lichtung); falou-se sobre a diferença entre assumir no sentido da acceptio (apreensão e acolhimento) e no sentido da suppositio (suposição), e sobre causalidade e motivação como maneiras diversas da fundação; o que estava sendo visado constantemente era o ser humano e sua ligação com as coisas, chamando a atenção para um traço fundamental do ser do homem que o distingue de tudo o que é conhecido, movimentando-se no âmbito da psicologia, mas de uma maneira alheia às representações científicas habituais; a dificuldade decisiva diz respeito ao acesso aos fenômenos, ao modo de sua comprovação e à possibilidade de tal comprovação, e a meditação sobre os fenômenos é estranha na medida em que é óbvio movimentar-se nos modos de representação científicos da psicologia e da ciência médica, que são guiadas pela ciência natural moderna; a meditação sobre os fenômenos tornar-se-á mais realizável quanto mais decididamente for diferenciada da representação científico-natural, e essa diferenciação é mais simples quanto mais claramente se estiver familiarizado com aquilo em contraposição ao que a meditação precisa ser destacada, ou seja, a ciência natural; propõe-se uma prova para verificar se os senhores, estando em casa no pensamento científico-natural, também têm um saber suficiente distinto daquilo em que estão em casa, para destacar a meditação sobre os fenômenos em contraposição a isso.
3. A pergunta sobre o que significa “natureza” na moderna ciência da natureza é respondida com “leis”, homogeneidade, quantitativo, calculabilidade e petição, mas tudo isso não é necessário, pois a Antiguidade, a Idade Média, a China, o Japão e a Índia tinham outras compreensões; a natureza e o ser humano são pensados de modo que o pensamento científico-natural não é projetado com vistas ao ser humano, mas uma determinada petição do homem moderno é normativa: a dominabilidade e dirigibilidade daquilo que é, uma arrogância e desmedida, e pergunta-se o que tem o primado, se este ente – o ser humano que sempre somos – ou o método de apreensão e cálculo do ente não humano, onde não é a vitória da ciência no interior da cultura, mas a vitória do método; a ciência pertence à com-posição (Ge-stell), e a pretensão de dominabilidade daquilo que é é uma vontade de poder ou um envio destinamental (Geschick), uma determinada relação com o ente enquanto tal e uma determinada autocompreensão, onde a verdade da teoria é ratificada pelo experimento, mas a teoria só é através do experimento e do efeito, confirmando aquilo que se baseia na teoria, e a ciência nunca pode mostrar que a teoria exprime a experiência impossível da natureza; a sentença de Max Planck sobre a teoria quântica afirma que adversários de uma nova teoria revolucionária não têm como ser convencidos, mas só podem se extinguir, e Nietzsche diz que a ciência natural moderna ensina com suas fórmulas o domínio da força da natureza, não querendo mostrar a verdadeira concepção da natureza; o ser humano, que pode dizer “eu” e tem linguagem, é o ente que se encontra constantemente em uma manifestabilidade do ente enquanto tal, mas a experiência do ser humano e da natureza no projeto matemático é uma possibilidade que se abstrai do ser do homem, e o acolhimento de espaço, tempo, movimento e causalidade é abstrato.
4. A natureza em Kant é definida como “legitimidade das aparições no espaço e no tempo” (B 165), como “existência (Dasein) das coisas na medida em que são determinadas segundo leis universais” (Prolegomena, § 14), e como “o nexo segundo leis universais de aparições que se determinam necessariamente umas às outras” (B 479); a natureza é considerada materialiter spectata (natureza substantiva das coisas) como a quintessência das aparições conectadas por um princípio interno de causalidade, e formaliter spectata (natureza adjetiva das coisas) como a quintessência das regras sob as quais todas as aparições precisam se encontrar, onde o formal é a legitimidade de todos os objetos da experiência, e a lei da natureza da causalidade é uma lei por meio da qual aparições podem constituir uma natureza e fornecer objetos de uma experiência, e natureza e experiência possível são completamente uma única coisa.
5. A distinção kantiana entre regra e lei é apresentada: regra é aquilo pelo que algo se orienta, o que é seguido, o prumo e a linha mestra, regular, processos e decursos, e regere é dirigir de maneira reta e guiar; a representação de uma condição universal segundo a qual uma determinada multiplicidade pode ser estabelecida de uma maneira una é chamada de regra, e se ela precisa ser estabelecida assim, é uma lei; o entendimento é a faculdade das regras, e regras, na medida em que são objetivas e representam a existência como necessária, se chamam leis, conforme os Prolegomena, § 23.
6. A natureza (φύσις) é aquilo que veio a ser e cresceu a partir de si mesmo, contrapondo-se à τέχνη, e o mundo é κόσμος; natus e nasci significam autoproduzir-se e produzir, e a essência, tipo, disposição e caráter são seus traços; Kant fala do elemento metafísico como uma ciência indispensável em função da natureza da razão humana, e natural é por si mesmo, sem imposição, não artificial, contrapondo-se à arte, e a natureza da coisa é a sua disposição natural.
7. A meditação sobre “a ciência” aborda o limite interno da ciência: aquilo que delimita sua essência e a constitui não é acessível ao procedimento da ciência, impondo um limite (parde) que, por um lado, é a determinação essencial da ciência e, por outro, uma restrição, mas a ciência mesma não tem como “ver” seu limite enquanto tal, para não falar de pensar integralmente esse limite; as questões sobre o limite só têm como ser discutidas se se experimentar e pensar de maneira integral o traço fundamental da ciência moderna, que é o primado do método, conforme Nietzsche (A vontade de poder, n. 466-469): “Não a vitória da ciência é o que distingue nosso século XIX, mas a vitória do método científico sobre a ciência” e “as intelecções mais valiosas são os métodos”; o primado do método torna-se necessário quando a presentidade (Anwesenheit) é determinada como a objetualidade da representação, e a verdade passa a significar certeza e segurança, ou seja, calculabilidade da objetualização, e a re-presentação torna-se um colocar-se em uma produção determinada por um posicionar (desafiar) que é posicionado no envio destinamental pela presentidade como com-posição (Ge-stell), e o requisitar posicionado aduz o disponível, que é algo diverso do objeto contraposto, e o posicionar e a interpretação matemática é a equação; na com-posição enquanto envio destinamental, há a possibilidade da retomada do envio para o acontecimento apropriador (Ereignis), que se libera e promove a si mesmo.
8. Sobre “a linguagem da física”, conforme Friedrich von Weizsäcker, pergunta-se o que está propriamente em questão na exatidão da linguagem da física, onde “exato” significa a cada vez “mais exato” e matematicamente, e o incontornável da linguagem corrente está sujeito aos processos de reconfiguração; não há nenhuma “ciência real” perfeitamente “exata”, e é necessária a determinação suficiente da linguagem corrente, sua historicidade e o nivelamento pela sociedade industrial (imprensa, rádio, literatura, poesia, ciência); a posição de Heisenberg sobre a formação conceitual considera a física como uma abstração geral em comparação com a representação cotidiana ou como um modo de pensar fundamentalmente diverso, determinado por verdade enquanto certeza, que reconfigura o pensar cotidiano em um comportamento de requisição e cálculo; a descrição é analisada em quatro sentidos: retratar o imediatamente representado, descrever e narrar (ἱστορεῖν), a descrição no sentido de Goethe (O granito, a doutrina das cores), e converter em um escrito como a equação matemática, onde a equação é a interpretação matemática; a “fórmula” para o “resultado da imprescindibilidade da intuição ótica” é imprescindível pelo ser-no-mundo (morar) e pela manifestabilidade de um ente que se presenta, e os sentidos e a necessidade da “metáfora” e do “metafórico” da linguagem são discutidos, com a pergunta sobre como determinar a “dação da linguagem” enquanto ego dico como ego cogito, e em que sentido a linguagem é um “meio”, remetendo a Ser e tempo, §34.
9. A física é caracterizada pelo prever de maneira calculadora e pela renúncia, e a sentença de Planck sobre os adversários de uma teoria que não podem ser convencidos, mas só se extinguem, é retomada.
10. O círculo é pensado como linha circular ilimitada e como superfície finita e ilimitada.
11. A causalidade na microfísica é discutida: processos que transcorrem sem causa cognoscível, e pergunta-se se causa é aquilo que antecede a uma aparição como a consequência necessária.
12. Sobre a unidade da física, conforme Von Weizsäcker, questiona-se se uma física passível de ser concluída é possível, com o acolhimento do disponível e o que é pensado em adendo a isso; desde o século XVII, o que se quer e o que se pode é a causalidade mecânica de Newton, o cálculo da pressão e do impulso, e a força distante, mas houve fracasso da realização; o espaço na física é abordado, e a possibilitação do efeito próximo na teoria quântica leva o tempo a sério enquanto tempo, com a problemática da observação e a permanência antes da relação sujeito-objeto no interior da física, mas a temporalidade plena; na teoria quântica atual (teoria das partículas elementares, Born e Heisenberg), a Índia de Colombo é comparada à América e à Terra redonda; a cibernética é a teoria estrutural da “objetivação” da consciência, e a física é a teoria da estrutura da objetificabilidade, com o modelo cibernético para a formação conceitual, perguntando-se em que medida há algo objetificável e a descrição da objetivação com vistas ao conceito estrutural; a “unidade da objetivação” não é apresentável sem entrar no conceito estrutural; os pontos de massa, corpo, movimento no espaço e tempo e a força são contrapostos ao tempo e objeto particular, espaço e ação recíproca, onde a “construção” e o projeto são fundamentos da lógica e da verdade da lógica como “condição da possibilidade da discussão”; o futuro é a calculabilidade prévia e o entrelaçamento do particular com o universal, o presente é o caráter de futuro dos objetos temporais, e o perfeito é o segundo princípio da termodinâmica, com a probabilidade e o caráter de futuro; determinadas propriedades da coisa são “alternativas”, e a matéria é o que satisfaz às leis da física e da objetivação, como “alternativas decidíveis”; a física é coextensiva com a lógica e abrangente, e os contornos da objetificabilidade são traçados por um objeto característico por meio de uma alternativa, como em “dois objetos”, e a aproximação do conceito de objeto é o objeto isolado como sabível, corrigível por meio do conceito de objeto mesmo, e a ação recíproca enquanto objetivável tem validade universal para todo e qualquer objeto elementar, mas não o todo dos objetos, condicionando a possibilidade de estados.
13. O campo de jogo de possibilidades de objetos é o espaço, enquanto espaço e ação recíproca, e os estados formalmente possíveis são um catálogo arbitrário dos efetivos; pergunta-se que tipo de objetos maximamente elementares seria a espacialidade como teoria abstrata do efeito recíproco de objetos arbitrários, e o lugar é a medida daquela propriedade de um objeto da qual depende se ele entra em cena em uma relação recíproca com outros objetos; o “espaço” é algo que só é conferido por meio do efeito recíproco, e a “construção do espaço” é possível porque as coisas estão relativamente umas às outras em repouso; Nietzsche afirma que “para que pudéssemos calcular, nós primeiro poetamos”, onde poetar é inventar, e que a ciência da natureza quer ensinar com suas fórmulas o domínio das forças naturais, não querendo colocar uma concepção “mais verdadeira” no lugar da concepção empírico-sensível.
14. A analogia da experiência é apresentada a partir da Crítica da razão pura: “Todos os fenômenos encontram-se segundo a sua existência (Dasein) a priori sob regras da determinação de suas relações entre si em um tempo” (A 177), e a presentidade (Anwesenheit), atualidade e respectividade são mencionadas.
15. A orientação científico-natural da ciência moderna é analisada com a pergunta sobre o que significa “natureza”, conforme as determinações de Kant na Crítica da razão pura e nos Prolegômenos, §§ 14 e seguintes, e o princípio supremo de todos os juízos sintéticos (A 154, B 193) e o princípio universal das analogias (A 177), com a segunda analogia sobre o princípio da série temporal segundo a lei da causalidade (B 232) e a relação entre causalidade e tempo, onde tempo é sucessão, remetendo a uma determinada representação de “tempo” em Aristóteles.
16. A psiquiatria e a psicoterapia são abordadas com a pergunta fundamental: quem ou o que é o ser humano? O modo do questionamento e o projeto do âmbito de questionamento são centrais, e nos últimos encontros não se perseguiu imediatamente essa meta, mas buscaram-se exercícios prévios à “visão”, como o ser humano e as coisas, a relação mundana, espaço e causalidade, porque a psicologia enquanto ciência permanece determinada pela representação dominante de ciência natural; o exercício prévio é um constante contraste e destaque em relação à ciência natural, e quanto mais claramente vier à tona em contraposição ao que ele acontece, mais decisivo ele se torna; coloca-se à prova até que ponto se vê claramente o que significa “natureza” na ciência da natureza.
D. O QUE HÁ DE MAIS PRÓXIMO
1. O que há de mais próximo (das Nächste) é considerado de dois modos: a) para nós, nossa apreensão e interpretação, que é apenas através da clareira (Lichtung) junto à qual temos nossa estada; e b) em si, o que se mostra já por si mesmo manifestamente, mas não é precisamente apreendido – nada que se presenta, mas o próprio presentar-se (das Anwesen selbst), o que está próximo, o aproximar-se, a proximidade (Nähe) em que temos nossa estada; a) é francamente apreensível e apreendido, enquanto b) exige liberar, mas não como redução à subjetividade, e sim atentar para o manter-se na clareira e para a estada enquanto tal e sua guarda, como no exemplo do espaço e do tempo.
2. O conceito de fenômeno (Phänomen) diz respeito ao “ontológico”, e deve ser comparado com o que há de mais próximo.
3. O que há de mais próximo é discutido a partir da Metafísica Δ 11, 1018b 32: κατὰ μὲν γὰρ τὸν λόγον τὰ καθόλου πρότερα, κατὰ δὲ τὴν αἴσθησιν τὰ καθ' ἕκαστα, onde λόγος é a interpelação discursiva do que se presenta (deixar encontrar-se diante) e αἴσθησις é o sensível, o perceber imediato, e os dois se compenetram.
4. A pergunta sobre o simples e sobre o que há de mais próximo pergunta se isto, aquilo e algo diverso apresentados e rejeitados como o que há de mais próximo são arbitrários ou se há uma coisa antes da outra; o encontrar-se próximo, o que se encontra maximamente próximo e “proximidade” – espacial e “distanciamento” – são os termos em questão.
5. As pessoas referem-se a opiniões que mutuamente se contradizem sobre o que deve ser considerado como o que há de mais próximo, exigindo-se uma certeza da opinião respectivamente produzida, mas antes disso é preciso definir o que se compreende pelo que há de mais próximo: o que se acha maximamente próximo, o que se encontra próximo, o que se acha distante, e a “proximidade” é o encontrar-se presente, onde e como há algo assim; o que se acha mais próximo é a proximidade, que é a clareira do encobrir-se (Lichtung der Verbergung) e o tempo-espaço, e não o que é visado em devoção, mas o que possui por si esse caráter, e de toda parte, constantemente, é-se interiormente acometido pela proximidade, luz, estada, o âmbito e a clareira, não para impor opiniões próprias, mas para vislumbrar algo único e insigne do homem; o que se encontra maximamente próximo é o que concerne de tal modo que é o elemento no qual se experimenta necessariamente a estada como homem, e por meio do qual se experimenta algo que se presenta e algo que se ausenta.
6. A diferença ontológica (ontologische Differenz) é mencionada: o que se encontra maximamente próximo é o que se encontra diante de nós, e o deixar os olhos se transformarem em luz, a luz em clareira, e a clareira a partir do acontecimento apropriador da quaternidade (Ereignis der Vierheit); o que se encontra maximamente próximo é o desconhecido – não conhecido –, onde conhecer é tautologia, não como algo diverso, mas como ele mesmo a partir dele.
7. A questão acerca do que “é mais indicado” pergunta sobre o que significa “o que se encontra maximamente próximo” – não sobre este ou aquele ente presente, mas sobre aquilo que pertence à sua presentidade (Anwesenheit) e a essa presentidade mesma, a tautologia πρῶτον e πρότερον, o que simplesmente se encontra diante de nós, imediatamente na estada cotidiana no mundo do ser-um-com-o-outro, mas não esse apenas, sim sua presentidade enquanto tal; o exemplo é dado para um ser percebido diferencial, não para explicar, mas para ser percebido daquilo que já se mostrou antes de toda reflexão científica; o caminho para o próximo é o mais distante, pois o próximo está tão próximo que habitualmente se salta por cima dele, e o que é regular não é pensado e atentado, sendo a própria proximidade, o encontrar-se diante de, o espaço enquanto tal e o tempo enquanto tal.
8. A referência a οὐσία (semestre de verão de 1930, manuscrito p. 36 e seguintes) trata do que se presenta no entorno mais próximo – casa e pátio –, o que se encontra constantemente próximo e nos concerne como “presentidade”; o passo em direção ao “tempo” (p. 55 e seguintes) e o aceno para o “aqui” e “ai”, o ter sido “pro-duzido” (p. 59), o “espaço”, a “compreensão de ser e ser” (p. 63 e seguintes), e a pergunta sobre se o tempo nos possui ou se nós o possuímos (p. 66).
9. Um processo ou ocorrência, como “galhos e folhas se movimentam”, já contém copercebido o por-meio-do-que – o vento, aquilo que coloca em movimento e balança –, ou o processo é considerado sem o por-meio-do-que, abstaindo-se dele, mas então ele é precisamente pressuposto como o “ocorrer” (consequência e resultado).
10. A causalidade e a liberdade são articuladas: a liberdade transcendental é a espontaneidade absoluta (o iniciar-se por si mesmo de uma série de ocorrências, onde iniciar é deixar se seguir), e o fundamento da liberdade prática é a autonomia; a causalidade da causa é o ser causa (de que e como algo é causa), e a causalidade por liberdade é a liberdade na perfeição do ser causa de “movimentos” (fundamento do movimento).
