1.H. Anfang
H. O avanço do primeiro início rumo ao começo da metafísica — Constância
100. A elucidação da essência da aletheia como homoíosis (ideía) orienta-se pelo dito aristotélico (na Poética) segundo o qual a poíesis é philosophóteron historías, articulando-se, de um lado, philosophía-sophía-ón-hen-agathón-theón e ideía-ousía-aletheia, de outro, poíesis-téchne-eîdos-dynamis e historía-aísthesis.
101. O avanço a partir do primeiro início deve emergir dele sem que esse início seja causa desse avanço, sendo o avanço a emergência da constância como o modo genuíno da presença já transferida ao aparecer, residindo essa direção à constância no fato de o desocultamento permanecer, em si mesmo, não preservado pela essência do velamento nem pela essência da transição.
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Heráclito já diz tò mè dýnón poté, Parmênides diz hen, direcionando cada qual, a seu modo, o avanço ao aeí
102. A constância no entrincheirado constitui sempre, em si mesma, uma demarcação, limitação, separação e arrancamento fora da presença essencializante, residindo aí a possibilidade dos entes anteriormente ao ser, mas também a possibilidade de um enrijecimento naquilo que se sustenta por si e assim se separa e se torna rígido.
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essa rigidez (das Abständige) produz a possibilidade dos objetos (das Gegenständige)
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no avanço a partir do início delineia-se, assim, a estrutura básica da verdade dos entes no sentido metafísico
103. A origem essencial do ser como ideia reside na physis, cuja essência inceptual encontra sua determinação na aletheia — ainda que infundada e, por isso mesmo, não interpretada —, sendo o surgimento da téchne essencial para a possibilidade do ser como ideia.
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o desvelamento, isto é, a presença do que vem a ser presente, é trazido à apreensão que possibilita reter o mais proximamente presente e mesmo apresentá-lo e produzi-lo
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a téchne é o modo pelo qual a apreensão relativa ao einai (presença) torna-se constante, cunhando correspondentemente a aletheia
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está aqui em jogo que a presença (physis, eón, einai) se desoculta na “vista” mais próxima e que esse aspecto mais proximamente presente (doxa) torna-se o que é retido
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a presença forma assim o caráter da automanifestação aparecente (visibilidade) e nele acaba por se esgotar
