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obra:ga45:ga45-7-representacao

GA45:§7 – REPRESENTAÇÃO

Com certeza, surgiram com o tempo ponderações quanto a essa definição da verdade (Auffassung der Wahrheit) e, com efeito, isso aconteceu na medida em que se começou a duvidar de se, afinal, nossa representação (Vorstellen) alcançaria o ente mesmo e não permaneceria, antes, encerrada na esfera de sua própria atividade, ou seja, no âmbito da “alma”, do “espírito”, da “consciência”, do “eu”. Cedendo a essa dúvida, afirma-se: aquilo que alcançamos em nossa representação nunca é outra coisa senão aquilo que é por nós re-presentado, e, com isso, é ele mesmo uma “representação” (Vorstellung). De acordo com isso, o conhecimento e o enunciado (Erkenntnis und die Aussage) passam a consistir na representação de uma representação e, assim, em uma ligação de representações. Essa ligação é uma atividade e um processo que transcorrem pura e simplesmente “em nossa consciência” (Bewußtsein). Acredita-se que, com essa doutrina, se teria purificado e superado “criticamente” aquela definição corrente da verdade como correção (Richtigkeit). Essa “crença”, contudo, é um equívoco. Essa doutrina, segundo a qual o conhecimento só se relacionaria com representações (algo representado), só restringe a amplitude do representar, mas continua requisitando para o representado assim restrito o fato de que ele se orienta (se retifica) pelo re-presentado e apenas pelo representado. Também se pressupõe aqui algo normativo, pelo qual o representar se orienta (se retifica) – aqui também a verdade é concebida como correção.

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