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GA18 Grundbegriffe der aristotelischen Philosophie

Grundbegriffe der aristotelischen Philosophie (Summer semester 1924), ed. M. Michalski, 2002, XIV, 418p.

I. DER VORLESUNGSTEXT AUF DER GRUNDLAGE DER STUDENTISCHEN NACHSCHRIFTEN

ERSTER TEIL Vorverständigung über die Bodenständigkeit der Begrifflichkeii auf dem Wege einer Explikation des Daseins als In-der-Welt-sein in der Orientierung an aristotelischen Grundbegriffen

ZWEITER TEIL Wiederholende Interpretation aristotelischer Grundbegriffe auf dem Grunde des Verständnisses der Bodenständigkeit der Begrifflichkeit

II. DER VORLESUNGSTEXT AUF DER GRUNDLAGE DER ERHALTENEN TEILE DER HANDSCHRIFT

TRADUÇÕES

  • HEIDEGGER, Martin. Basic Concepts of Aristotelian Philosophy. Tr. Robert D. Metcalf and Mark B. Tanzer. Bloomington: Indiana University Press, 2009. [GA18MT]

O Propósito Filológico da Preleção: Consideração de Alguns Conceitos Fundamentais da Filosofia Aristotélica em sua Conceitualidade

1. A finalidade da preleção consiste em alcançar a compreensão de alguns conceitos fundamentais da filosofia aristotélica, especificamente mediante o confronto com o texto dos tratados aristotélicos.

2. A seleção desses conceitos fundamentais encontra-se favorecida pela existência de um tratado do próprio Aristóteles composto simplesmente por definições desses conceitos, transmitido como Livro V da Metafísica, ainda que essa situação favorável não possa ser tomada como suporte definitivo, visto não se estar em posição de compreender Aristóteles do mesmo modo que o compreenderam seus discípulos, o que se evidencia na seguinte enumeração preliminar dos capítulos desse livro.

  • O primeiro capítulo diz respeito a arche (arché), princípio.
  • O segundo capítulo trata de aition (aítion), causa, e o terceiro de stoicheion (stoicheîon), elemento.
  • O quarto capítulo aborda physis (phýsis), natureza.
  • O quinto capítulo aborda anankaion (anankaîon), necessário, como determinação do ser.
  • O sexto capítulo trata de hen (hén), uno; o sétimo de on (ón), ente; e o oitavo de ousia (ousía), ser-aí.
  • O nono capítulo trata de tauta (tautá), identidade, e o décimo de antikeimena (antikeímena), ser-outro.
  • O décimo primeiro capítulo trata de protera (prótera) e hystera (hýstera), anterior e posterior, não apenas em sentido temporal mas também em sentido concreto, sendo o anterior concreto aquilo que remonta à origem, genos (génos), e o posterior concreto aquilo que se acrescenta depois, como symbebekos (symbebekós).
  • O décimo segundo capítulo trata de dynamis (dýnamis), potência.
  • O décimo terceiro capítulo trata de poson (posón), quanto, categoria de quantidade, e o décimo quarto de poion (poión), qual, categoria de qualidade.
  • O décimo quinto capítulo trata de pros ti (prós ti), modos de relação, e o décimo sexto de teleion (téleion), completude, aquilo que determina os entes como o completado em seu ser-completado.
  • O décimo sétimo capítulo trata de peras (péras), limite, e o décimo oitavo de to katho (tò kathó), o em-si.
  • O décimo nono capítulo trata de diathesis (diáthesis), posição, ocasião, e o vigésimo de hexis (héxis), ter-em-si-mesmo, ser posicionado assim ou assado em relação a algo.
  • O vigésimo primeiro capítulo trata de pathos (páthos), condição, disposição, e o vigésimo segundo de steresis (stéresis), determinação de um ente que se cumpre por aquilo que o ente não tem, privação que determina positivamente o ente, de modo que não ser assim ou assado constitui seu ser.
  • O vigésimo terceiro capítulo trata de echein (échein), ter, e o vigésimo quarto de ek tinos einai (ek tinós eînai), aquilo a partir do qual algo surge ou do qual algo consiste.
  • O vigésimo quinto capítulo trata de meros (méros), parte no sentido de aspecto; o vigésimo sexto de holon (hólon), o todo; o vigésimo sétimo de kolobon (kolobón), o mutilado; e o vigésimo oitavo de genos (génos), linhagem, descendência.
  • O vigésimo nono capítulo trata de pseudos (pseûdos), falso, e o trigésimo de symbebekos (symbebekós), aquilo que se acrescenta a algo, aquilo com que algo se dá junto.

3. Impõe-se ver o solo do qual esses conceitos fundamentais surgiram, bem como o modo desse surgimento, considerando-os em sua conceitualidade (Begrifflichkeit) específica, de sorte a perguntar como são vistas as coisas mesmas visadas por tais conceitos, em qual contexto são tratadas e segundo qual modo particular são determinadas, alcançando-se assim o âmbito do que se entende por conceito (Begriff) e conceitualidade (Begrifflichkeit), com o propósito de obter uma visão das exigências fundamentais da pesquisa científica, sem que se ofereça aqui filosofia, e menos ainda história da filosofia, mas antes filologia (Philologie), entendida como a paixão pelo conhecimento daquilo que foi expresso.

4. Quanto a Aristóteles, sua filosofia e o desenvolvimento desta, tudo se encontra na obra do filólogo clássico Jaeger, que se destaca por sustentar que os escritos de Aristóteles não são livros, mas sínteses de tratados que Aristóteles não publicou, tendo-os apenas transmitido como preleções.

  • A interpretação de Jaeger já era conhecida havia bastante tempo, tendo sido explicitamente articulada em obra anterior sobre a Metafísica de Aristóteles.
  • A partir de então, deve ser refreada qualquer tentativa de tratar os catorze tratados da Metafísica como obra única, vendo neles uma apresentação unificada do “sistema” aristotélico.
  • Quanto à personalidade do filósofo, o único interesse reside em que ele nasceu em determinado tempo, trabalhou e morreu, não sendo aqui tratadas questões relativas ao caráter do filósofo.
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