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HEIDEGGERIANA – MORTAIS

Esses tópicos destacam a centralidade do conceito de “mortais”, especialmente em sua relação com o habitar, a morte, o cuidado e a Quaternidade (terra, céu, divinos e mortais).

**ConstruirHabitar I**

O habitar é a maneira como os mortais existem na terra. (ConstruirHabitar I)

Terra, céu, os divinos e os mortais pertencem a uma unidade originária. (ConstruirHabitar I)

Os mortais habitam ao salvar a terra, no sentido de franquear sua própria essência. (ConstruirHabitar I)

O ponte garante aos mortais seu caminho para chegarem a outras margens e, como mortais, ao “outro lado”. (ConstruirHabitar I)

A verdadeira carência do habitar reside no fato de que os mortais precisam primeiro buscar a essência do habitar e aprender a habitar. (ConstruirHabitar I)

**QuePensar I**

A afirmação “Todos os homens são mortais” fundamenta a compreensão de que “Sócrates é mortal”, mas não é a causa de sua morte. (QuePensar I)

**CaminhoLinguagem I**

O advento apropriador é o mais próximo e o mais distante, dentro do qual a vida de mortais sempre tem sua morada. (CaminhoLinguagem I)

O advento apropriador apropria os mortais ao colocá-los no próprio do que se revela ao homem no Dizer. (CaminhoLinguagem I)

**Linguagem1950 I**

Refletir sobre a fala significa que a fala se torne aquilo que concede morada à essência dos mortais. (Linguagem1950 I)

Casa e mesa vinculam os mortais à terra. (Linguagem1950 I)

A segunda estrofe começa chamando e nomeando os mortais: “No caminhar alguns…”. (Linguagem1950 I)

A essência humana é conduzida pelo discurso ao seu próprio: permanecer entregue à essência do discurso, ao som do silêncio, que necessita e usa a fala dos mortais para soar. (Linguagem1950 I)

**EssenciaPoesia I**

A palavra essencial, para ser compreendida e se tornar posse comum, precisa ser vulgarizada. (EssenciaPoesia I)

**SuperarMetafisica I**

A superação da dor pode anunciar uma mudança. (SuperarMetafisica I)

**ParaQuePoetas I**

Os celestiais não podem tudo, pois os mortais alcançam o abismo antes. (ParaQuePoetas I)

A noite do mundo é um destino que precisa ser compreendido além do pessimismo e otimismo. (ParaQuePoetas I)

Os poetas são aqueles mortais que sentem e seguem o rastro dos deuses ausentes, indicando o caminho para a mudança a seus irmãos mortais. (ParaQuePoetas I)

Os tempos são de penúria não só pela morte de Deus, mas porque os mortais não conhecem bem sua própria mortalidade e não estão capacitados para isso. (ParaQuePoetas I)

Ainda existem mortais capazes de ver a falta de salvação como ameaça. (ParaQuePoetas I)

A salvação deve vir do lugar onde a essência dos mortais muda. (ParaQuePoetas I)

A morte toca os mortais em sua essência, colocando-os no caminho para o “outro lado da vida” e na totalidade da pura percepção. (ParaQuePoetas I)

**Coisa1949 I**

A bebida servida é a “bebida dos mortais”, que acalma a sede, alegra o ócio e anima reuniões. (Coisa1949 I)

No obsequio do derramado, permanecem ao mesmo tempo terra e céu, os divinos e os mortais. (Coisa1949 I)

Mortais são os homens, chamados assim por sua capacidade de morrer como morte. (Coisa1949 I)

A Metafísica representa o homem como animal, um ser vivo. Seres vivos racionais precisam se tornar mortais. (Coisa1949 I)

Ao dizer “os mortais”, já se pensa nos outros Três (terra, céu, divinos) a partir da simplicidade dos Quatro. (Coisa1949 I)

**Kehre1949 I**

A verdade do Ser é pensada no domínio do mundo como o jogo de espelhos da quaterna de Céu e Terra, mortais e divinos. (Kehre1949 I)

**HomemHabita I**

Hölderlin afirma que o habitar dos mortais é poético, o que pode parecer tirar os homens da terra. (HomemHabita I)

A “medida estranha e perturbadora” é o que parece incômodo ao modo habitual de representação dos mortais, à opinião cotidiana que se impõe como guia do pensamento. (HomemHabita I)

**PerguntaTecnica I**

A verdadeira ameaça ao homem não vem dos efeitos potencialmente mortais das máquinas, mas do domínio da estrutura de emplazamento. (PerguntaTecnica I)

**PerguntaSer I**

A superação do niilismo só é alcançada se a essência do Nada se transformar em “Ser” e puder se alojar em nós, mortais. (PerguntaSer I)

Para salvar a Metafísica, a participação dos mortais se limita a questionar “O que é Metafísica?”. (PerguntaSer I)

O pensar e poetizar devem voltar ao esquecimento do Ser. (PerguntaSer I)

**HebelAmigo I**

O mundo é a casa que os mortais habitam. (HebelAmigo I)

O dizer poético precede os mortais no caminho do nascimento à morte. (HebelAmigo I)

**EssenciaLinguagem I**

A boca e o corpo pertencem ao fluir e crescimento da terra, “em cujo seio nós, os mortais, florescemos e da qual recebemos a autenticidade de nossas raízes”. (EssenciaLinguagem I)

A fala “demanda” a nós, que como mortais, pertencemos à Quaternidade do mundo e só podemos falar na medida em que correspondemos à fala. (EssenciaLinguagem I)

Mortais são aqueles que podem experimentar a morte como morte; o animal não. (EssenciaLinguagem I)

**Palavra1958 I**

A dor toca o ânimo dos mortais de tal forma que ele obtém seu peso de gravidade, mantendo-os na calma de sua essência. (Palavra1958 I)

**ProtocoloTempoYSer I**

Na co-pertença de ser e homem, os co-pertencentes são os mortais na quaterna do mundo. (ProtocoloTempoYSer I)

**TarefaPensar I**

Parmênides indica a necessidade de conhecer a “opinião dos mortais”, que carece da confiança no não-ocultamento. (TarefaPensar I)

**AssuntoPensar I**

O domínio da técnica molda os homens como mortais “reclamados e postos” por ele, e nesse sentido, utilizados. (AssuntoPensar I)