Fenomenologia do Espírito – 13-15

13. O conceito hegeliano de “experiência”, introduzido no parágrafo 14 como o movimento dialético que a consciência exerce sobre si mesma, tanto sobre seu saber quanto sobre seu objeto, do qual surge o novo objeto verdadeiro, distingue-se essencialmente tanto da ἐμπειϱία aristotélica quanto da experiência kantiana, ambas dirigidas a entes imediatamente acessíveis na cotidianidade.

14. A diferença entre a experiência transcendental hegeliana e a experiência usual, introduzida no parágrafo 15, revela que, enquanto a experiência comum efetua a transição de um primeiro objeto para outro objeto já subsistente e encontrado por acaso, corrigindo o primeiro por meio do segundo, a experiência transcendental permanece precisamente no primeiro objeto, deixando-o mostrar-se, ele mesmo, como outro, isto é, em sua objetidade, de tal modo que o novo objeto mostra ter surgido através de uma inversão da própria consciência.