A apreensão do pensamento de
Schelling exige não apenas a correção técnica do entendimento discursivo, mas a disposição para o exercício do pensar autêntico, o qual se distingue da mera repetição do que foi outrora formulado. Essa persistência no pensamento não decorre de um arbítrio subjetivo ou de uma obstinação da vontade, mas de uma necessidade que se impõe ao pensador como um imperativo que transcende sua própria capacidade de cálculo ou fundamentação racional imediata.