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Grundbegriffe der aristotelischen Philosophie (Summer semester 1924), ed. M. Michalski, 2002, XIV, 418p.

Horismos como Modo Determinado de Ser-no-Mundo: A Tarefa de Compreender Plenamente os Conceitos Fundamentais em sua Conceitualidade no Ser-Aí como Ser-no-Mundo

1. O logos enquanto horismos é o tipo de “falar”, de “abordar” o mundo, tal que os entes são abordados quanto à sua completude, sendo essa completude abordada como presente, sendo horismos logos ousias no sentido de que ousia designa o to ti en einai, constituindo assim o logos, enquanto horismos, um legein inteiramente distintivo, uma possibilidade determinada no interior do legein.

2. Aristóteles estava explicitamente ciente do fato de que, no cotidiano, o logos não é horismos, formulando isso na introdução da investigação da ousia, Metafísica, Zeta 3: “o aprender, o familiarizar-se com algo, cumpre-se, para todos, procedendo do menos familiar ao mais familiar”.

3. A postura metodológica já se vê em princípio no início da Física, uma das investigações mais antigas de Aristóteles, parecendo ter sido elaborada no tempo em que ele ainda estava na Academia, colaborando com Platão, sendo aquilo que é inicialmente conhecido, a partir do qual se procede, o katholou, “algo que tenho aí de modo geral”.

4. Esse abordar do Dasein em sua limitação é um logos enquanto horismos, significando, para os gregos, um falar limitante um abordar do Dasein genuíno, vendo-se que o ter limites, a limitação, constitui o caráter genuíno do aí na Metafísica, Delta, Capítulo 17: peras é o eschaton, “o aspecto mais exterior daquilo que está aí no momento, fora do qual, à primeira vista, nada mais da coisa encontrada há de se achar, e no interior do qual o todo dos entes encontrados há de ser visto”.

5. Do exposto pode-se inferir o significado, para Aristóteles e para os gregos, da máxima da pesquisa teórica: me eis apeiron ienai, sendo eis apeiron ienai um ir em direção a algo que já não é, por lhe faltar limite.

6. Aquilo que se encontrou como resultado das presentes considerações, enquanto questão técnica de pensamento e de asseio intelectual, manifesta-se como horismos, sendo o horismos um logos, um determinado ser-no-mundo, que se encontra com o mundo que está aí em seu caráter de aí genuíno, que o aborda em seu ser genuíno.

7. Quando ousia foi mais tarde traduzida por “essência”, o que ainda hoje se faz em medida excepcional e é relembrado mais ou menos explicitamente, seria preciso estar-se esclarecido sobre o que se compreende ao usar as determinações “essência”, “intuição de essência”, “contexto essencial”, devendo-se estar esclarecido quanto a se se quer ou não exibir os entes com o mesmo sentido de ser significado pelos gregos.

8. Ao interrogar os conceitos fundamentais em sua conceitualidade (Begrifflichkeit), vê-se que o horismos é uma questão de Dasein, de ser-no-mundo, devendo-se, no Dasein concreto, compreender os conceitos fundamentais aristotélicos, e devendo-se fazê-lo em suas possibilidades básicas de falar a seu mundo, no qual o Dasein se encontra.

9. Que, de fato, todo esclarecimento de conceitos em sua conceitualidade procede desse modo pode ser demonstrado por uma consideração do conceito ousia, não sendo outra coisa aquilo que ocorreu quando se retornou ao significado corrente para obter orientação quanto ao significado de ousia, aí, “Dasein”, senão o escutar o falar do Dasein natural a seu mundo, o modo como a comunicação do Dasein fala consigo mesma sobre os entes que estão aí, o que significa ser nessa inteligibilidade natural.

10. Se nos propomos mais explicitamente a tarefa de apreender os conceitos fundamentais em sua conceitualidade, devemos então chegar a uma compreensão melhor do que Aristóteles entende por Dasein, o ser dos seres humanos no mundo, de como ele experiencia o Dasein, em que sentido de ser ele o aborda, o interpreta, somente quando disso estivermos assegurados teremos a possibilidade de compreender os conceitos fundamentais em seu caráter bruto e nativo.