A evolução rápida do teatro trágico, de Ésquilo a Eurípides, passando pelo ponto de equilíbrio constituído por
Sófocles, leva a uma encenação trágico-irônica do mundo dos deuses, que em Eurípides se torna uma maquinaria simbólica cega e um artefato teatral quase desprovido de sentido, marcando, de fato, o fim do mundo mitológico.