Embora Heidegger frequentemente sustente que a humanidade foi destinada a tornar-se sujeito autoassertivo, ele também sugere que a vontade humana contribuiu para a configuração da era moderna, ao mesmo tempo em que critica o humanismo que atribui à razão o poder de determinar o destino humano e substituir Deus como fonte de valor, conforme Feuerbach,
Marx e
Nietzsche.
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O domínio da natureza elevou o padrão de vida ocidental.
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A natureza é tratada como objeto dominável.
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O ocultamento do Ser possibilita essa atitude.
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A perda do transcendente conduz ao desejo de controle.
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A humanidade assume-se como auto-fundada.
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Os entes naturais recebem valor apenas por atribuição humana.
Ao afirmar que o Ser se vela ou se retira, Heidegger utiliza linguagem que pode parecer personificadora, mas procura indicar um padrão histórico de declínio da compreensão do Ser denominado niilismo, distinto da concepção hegeliana de plano racional do cosmos.
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O Ser não é ente nem agente transcendente.
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O niilismo é alienação do nada que permite revelação.
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O cosmos não segue plano discernível pela razão.
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O acontecer cósmico é comparado a jogo de regras desconhecidas.
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O jogo transcende os entes.
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Transcende a experiência comum focada nos entes.
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Transcende a história humana enquanto destino do Ser.
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A linguagem evita afirmar um Ser Supremo fundamentador.
A época moderna é niilista porque perdeu a consciência do nada (das Nichts) que possibilita a revelação dos entes, e a reflexão posterior de Heidegger desloca o foco da temporalidade do Dasein para a temporalidade do Ser como ausência autoveladora que fundamenta a verdade como desvelamento.
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Em Ser e Tempo, os horizontes temporais do Dasein condicionam manifestação.
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Esses horizontes são modos determinados do nada.
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O Ser pressupõe o nada.
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A verdade depende da não-verdade como lethe.
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O vocabulário inicial sugere divisão entre Ser e temporalidade.
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Posteriormente, Ser e tempo são concebidos como unidade.
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A humanidade integra a dialética do Tempo/Ser.
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Cada época manifesta os entes de modo distinto.
Heidegger denomina epoche do Ser a tendência histórica de retração ou retenção pela qual cada época se diferencia segundo o modo como o Ser se oculta e permite que os entes se manifestem de maneira diversa.
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Epoche significa suspender ou reter.
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O Ser se retém progressivamente.
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A manifestação dos entes varia conforme a retenção.