Para
Kierkegaard, o sujeito humano só é autêntico quando está infinitamente preocupado com sua própria subjetividade, de modo que a tarefa suprema da vida consiste em tornar-se sujeito por meio da decisão resoluta de querer ser si mesmo, assumindo culpa, finitude e ambiguidade como condições constitutivas da existência.
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A autenticidade exige compromisso com possibilidades próprias.
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O mais decisivo é escolher querer antes de qualquer escolha moral específica.
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O esteta de Either/Or permanece em desespero por recusar a decisão ética.
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A busca por possibilidades infinitas dissolve a individualidade concreta.
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O reconhecimento do desespero inaugura o esforço de tornar-se si mesmo.
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Escolher-se implica abdicar da segurança e aceitar limitações.
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A vida espiritual é necessariamente ambígua.
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A responsabilidade primária é ser si mesmo.
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Fugir dessa responsabilidade conduz à autonegação.
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A fidelidade a si requer perseverança e coragem.
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A recompensa consiste em ser a subjetividade finita que já se é.
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A maioria prefere não ser si mesma, mas outra coisa.
As afinidades entre o indivíduo ético de Kierkegaard e o si autêntico de Heidegger são evidentes, mas as diferenças decorrem do fato de Kierkegaard criticar a filosofia, especialmente a abstração hegeliana, enquanto Heidegger busca revitalizá-la como via de revelação do Ser enraizada na existência concreta.
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Kierkegaard considera que
Hegel negligencia o indivíduo.
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A reflexão abstrata é vista como forma desesperada de vida.
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A vida autêntica exige responsabilidades concretas.
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Heidegger entende que a filosofia deve possibilitar a revelação do Ser.
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A autenticidade é condição para a manifestação do Ser.
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A revelação do Ser ocorre junto com a revelação autêntica do próprio ser do indivíduo.