Embora Heidegger devesse mais a Ernst
Jünger do que a qualquer outro pensador na formulação de sua concepção de tecnologia moderna, ambos compartilhavam com membros da revolução conservadora a convicção de que a tecnologia não se explica por categorias sociais, políticas ou econômicas, mas constitui manifestação empírica de um princípio que transcende o domínio causal-material.
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As estruturas socioeconômicas modernas são vistas como expressões de algo supracausal.
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Sob influência de
Nietzsche, Jünger interpreta a tecnologia como manifestação da Vontade de Poder.
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A essência da tecnologia não é mecânica ou técnica.
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A humanidade torna-se instrumento da fase final da Vontade de Poder.
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Heidegger define a essência da tecnologia como revelação das entidades como reserva permanente.
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A tecnologia corresponde à pura Vontade de Vontade.
Tanto Jünger quanto Heidegger se consideram intérpretes do domínio elementar-espiritual subjacente aos acontecimentos materiais, compreendendo a tecnologia como fenômeno estético ou modo de revelação que ultrapassa categorias pragmáticas e se orienta por uma Vontade sem finalidade externa.
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Jünger descreve a tecnologia como espetáculo titânico e sublime.
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A realidade socioeconômica é simbolizada miticamente.
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Heidegger identifica afinidade entre tecnologia e arte.
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A tecnologia revela o ser dos entes.
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Não é concebida em termos utilitários.
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A Vontade de Vontade busca apenas expansão.
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No final dos anos 1930, as previsões de Jünger são consideradas inevitáveis.
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A superação do niilismo exige submissão prévia à tecnologia.
Apesar da dívida intelectual e da afinidade vocabular com Jünger, Heidegger o considera filosoficamente primitivo e entende que sua análise da tecnologia necessita de reformulação segundo categorias ontológicas próprias.
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A visão de Jünger é reinterpretada ontologicamente.
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Os escritos iniciais de Jünger influenciam decisivamente Heidegger.
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A apropriação dessas ideias é desenvolvida posteriormente.