A distinção entre Ser e entes, entre presença como tal e os entes presentes, foi apenas vagamente intuída pelos primeiros gregos, sendo o vislumbre de
Heráclito acerca do Ser dos entes considerado fonte oculta do destino do Ocidente.
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Heidegger remete a Heráclito como origem velada.
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A doutrina do logos pode reatualizar indiretamente esse vislumbre.
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Logos deriva de legein, reunir e abrigar.
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Abrigar significa deixar-ser e dar lugar.
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A fundação humana de um mundo depende de sintonia com o logos cósmico.
O logos, enquanto reúne e abriga, permite que o presente se mostre em sua presença, identificando-se com aletheia como não velamento que pressupõe o velamento (lethe), de modo que revelação e ocultação pertencem conjuntamente ao acontecer da manifestação.
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Logos e aletheia são o mesmo.
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Toda revelação liberta do velamento.
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A aletheia repousa no lethe.
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O Logos é simultaneamente revelador e velador.
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A manifestação exige ocultação.
Embora Heráclito tenha percebido a intrínseca conexão entre velamento e não velamento e se aproximado da distinção entre Ser e entes, ele não a explicitou conceitualmente, e os pensadores gregos subsequentes buscaram expressar o Mesmo como unidade do Unificador sob diferentes nomes.