No período entre guerras, caracterizado por anarquismo e niilismo,
Jünger identifica fase intermediária necessária para a plena projeção da Gestalt do trabalhador, marcada por guerra e horror, mas orientada pela consciência de participação em totalidade superior.
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A humanidade encontra-se em transição.
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O armamento é o uso mais significativo do trabalho.
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Todo meio é simultaneamente meio de poder.
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O trabalho expressa caráter total direcionado à dominação.
A Gestalt do trabalhador emerge no lugar dos valores cristãos e liberais e organiza simbolicamente a experiência como participação no trabalho entendido como versão humana da energia cósmica.
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O trabalhador não é classe, mas manifestação metafísica.
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Relaciona-se, a partir do fundamento de seu ser (Sein), com poderes elementares.
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Supera categorias do mundo burguês.
O trabalhador heroico, figurado no Soldado Desconhecido de Flandres, rende-se totalmente à Gestalt e torna-se Typus mascarado e despersonalizado que encontra liberdade na submissão ao poder superior que o molda.
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O Typus abandona individualidade burguesa.
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A máscara simboliza despersonalização e uniformidade.
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Ultrapassa dualismo entre sujeito e objeto.
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Torna-se reserva pronta para estampagem.
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Alcança serenidade disciplinada comparável e superior a prussianos e jesuítas.
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Participa de anarquia serena combinada com ordem rigorosa.
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O motor figura como símbolo do tempo.
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O indivíduo pertence à eternidade e deve expressá-la no tempo.
Muitos jovens dispõem-se a tornar-se material moldável segundo as exigências da Gestalt, e os soldados mortos no Somme e em Flandres inauguram a era tecnológica como mobilização total do mundo.
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A relação decisiva com a tecnologia depende da representação da Gestalt do trabalhador.
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A tecnologia constitui linguagem dotada de gramática e metafísica.
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A máquina e o homem são órgãos dessa linguagem.
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A mobilização tecnológica expressa o domínio da Gestalt sobre o mundo.