AUTENTICIDADE E TEMPORALIDADE (1982:XXIII-XXIV)

ZIMMERMAN, Michael E. Eclipse of the Self. Athens: Ohio University Press, 1982.

(…) Consideravelmente influenciado pela primeira Crítica de Kant, Heidegger afirma em Ser e Tempo que os seres só podem ser revelados dentro dos horizontes da temporalidade humana. Um indivíduo pode ser essa temporalidade de forma autêntica ou inautêntica. Se ele escolher a inautenticidade, sua abertura será prejudicada pelo egoísmo; portanto, os seres lhe parecerão meros objetos de dominação. Como o egoísta esconde sua mortalidade e busca segurança, sua vida se fragmenta em episódios separados. Se ele escolher a autenticidade, porém, afirmará resolutamente sua finitude; portanto, se tornará aberto às suas próprias possibilidades limitadas. Sua vida se torna unificada porque sua temporalidade gira em torno de si mesma de uma maneira intrinsecamente satisfatória. Seu (xxiii) futuro (liberdade) é revelado como o desdobramento de seu passado (necessidade, destino). Concluo tratando da tentativa, em última análise insatisfatória, de Heidegger de descrever a relação entre a temporalidade autêntica de um indivíduo e a “historicidade” autêntica de um povo.