ZIMMERMAN, Michael E. Eclipse of the Self. Athens: Ohio University Press, 1982.
Foi sem dúvida, S. Kierkegaard quem viu com a maior profundidade o fenômeno existenciário do instante, o que não significa que ele tenha logrado uma correspondente interpretação existencial. Ele permanece preso ao conceito vulgar de tempo que determina o instante com o auxilio do agora e da eternidade. Quando K. fala de “temporalidade”, ele quer referir-se ao “ser e estar-no-tempo” do homem. O tempo como intratemporalidade conhece apenas o agora e nunca o instante experimentado existenciariamente, instante pressupõe uma temporalidade mais originária, embora existencialmente não explicitada com relação ao “instante”, cf. K. Jaspers, Psychologie der Weltanschauungen, 3a edição, 1925, p. 108s e também o “Referat Kierkegaards”, p. 419-432. [SZ:338 nota, tr. Marcia Schuback]