Heidegger então chama atenção especial para a compreensão de
Lutero do status corruptionis, onde a carne significa o homem todo com sua razão e todos os dons naturais, e esse estado de corrupção é desde o início totalmente definido por uma ignorância de Deus, incredulidade e ódio a Deus, e em suas notas suplementares, isola a diferença essencial entre a compreensão escolástica e a luterana, firmemente ao lado de
Lutero, explicando que, para a teologia escolástica, a Queda prejudicou, mas não obliterou, a natureza humana, enquanto para
Lutero, o termo carne abrange agora o homem todo, e o status corruptionis é constitutivo, com a natureza humana original obliterada, e ele explica a lógica cristológica para essa posição radical.