Crítica da filosofia da vida e da metafísica da animalitas: Após
Ser e Tempo, o conceito de vida torna-se progressivamente alvo de crítica. No curso de 1929-30 sobre os
Conceitos Fundamentais da Metafísica, Heidegger rejeita as filosofias da vida de
Spengler, Klages,
Scheler e Ziegler, que opõem vida e espírito como componentes do homem. Para Heidegger, tal caracterização antropológica é insustentável. Nos
Contributos à Filosofia, a vida é rebaixada a um elemento conceitual da subjetividade moderna, contraparte (
Gegenstück) da “razão”. Na “vivência” (
Erleben), o ente, enquanto representado, é referido a si como meio onde tal relação ocorre, sendo assim “integrado na 'vida'”. O “vivenciado” (
das Erlebnis) torna-se um correlato da
Machenschaft (maquinação).