O segredo na história do ser e a eschatologia: Nos escritos posteriores, especialmente nos Contributos à Filosofia e em Besinnung, o segredo é interpretado no horizonte da história do ser. Ele é o “segredo da Ereignung”, da apropriação avenente, intimamente ligado à questão do “deus extremo” (der letzte Gott) que habita seu centro. Este deus faz sinais, e no seu modo de sinalizar reside o segredo da “unidade da aproximação mais íntima na extrema distância”. O segredo é, portanto, origem do “longínquo” onde se decide se o deus se afasta ou se aproxima, situando-se no cerne do que Heidegger chama a “escatologia do ser”. O homem, por sua vez, é ele mesmo um “incessante segredo”, não no sentido antropológico, mas como o abrigo no recuo onde ele é endereçado à verdade do ser (o Seyn), espaço de jogo da decisão histórica.