Mesmo um eremita, isolado da sociedade, necessariamente vive de acordo com valores, como a manutenção da solidão, ideais, como o possível esclarecimento pessoal, tabus, como a proibição de consumir esquilos, diretrizes práticas, como garantir madeira suficiente para a fogueira, e regras, como cantar diariamente ao pôr do sol, sendo a moralidade uma coleção de práticas herdadas, inventadas ou até instintivas, o que
Hegel designou por “Sittlichkeit” (ética social), um conceito que, enquanto tal, não contém valores específicos, regras concretas, proibições, diretrizes particulares ou uma orientação filosófica definida.