SHEEHAN, Thomas. Making Sense of Heidegger: A Paradigm Shift. Lanham: Rowman & Littlefield, 2015
(…) O termo de Heidegger para qualquer instância concreta e pessoal de abertura hermenêutica é Dasein, ao passo que a sua palavra exata para a “essência” ou estrutura ontológica de qualquer ex-sistência concreta e pessoal é Existenz ou Da-sein (normalmente com hífen, mas Heidegger nem sempre é coerente). Traduzo ambos os termos igualmente como ex-sistência (ex-sistence) (o contexto diz se se trata de Dasein ou Da-Sein/Existenz), intencionalmente mal escrito e hifenizado de modo a chamar a atenção para a etimologia da palavra: ex + sistere: “ser feito para estar à frente (de si próprio) e para além (do que quer que se encontre)” – isto é, estar “aberto”. Aquilo em que se está à frente e para além é o sentido como tal e, como base para isso, a clareira. Notamos que o verbo sistere não significa “estar de pé” (pelo seu próprio poder, por assim dizer), mas “ser feito estar de pé”, o que, no caso presente, chama a atenção para a inexorável abertura-lançada tanto de uma ex-sistência como estrutura ontológica quanto de uma ex-sistência como própria vida pessoal.