O salto congela o entendimento para descongelar o pensamento
É primeiro a modalidade da presença que se liberta dos princípios epocais, e é depois o pensamento e “o dizer” que podem se libertar da proposição “nada é sem razão”
Inversamente, se já estamos tomados em um outro destino, são primeiro o pensamento e o agir que devem se tornar “sem razão” para que nosso mundo se liberte das sobrevivências principiais
O “outro agir” na economia sem princípios
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Ao termo do “sono do ser”, o
epechein (o destino onde a presença só se concede ao se retrair) pode chegar a seu fim
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Heidegger não desenvolve muito este “outro agir” porque pensamento, destino e agir são indissociáveis
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Sob o princípio de anarquia, no limiar da clausura, o pensamento ainda só pode ser preparador
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Deve-se distinguir entre agir preparador e “o outro agir”
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O agir preparador de uma economia sem princípios é o agir que ataca os vestígios dos princípios epocais para lhes atribuir seu sítio: sobrevivências de um destino fechado
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Nada poderá revivificá-las no estado final do destino epocal, que é o nosso
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A questão do “outro agir” se confunde com a questão da ausência de violência