Apresentação do conceito heideggeriano de “affaires” (der Betrieb) e sua relação com os deslocamentos anárquicos
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Os deslocamentos anárquicos, como a negação prática da finalidade e a transmutação da responsabilidade, prejudicam o bom funcionamento dos “negócios” [affaires]
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A pergunta que se impõe é como uma sociedade poderia funcionar se fosse permitido ao “sem porquê” eckhartiano, ao “eterno retorno do mesmo” nietzschiano, ao “apelo da diferença” heideggeriano subverter o projeto de objetivação
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O termo “negócios” indica que a tecnologia instala na totalidade do ente um projeto que, enquanto setorial, era legítimo (e legitimado pela Analítica Existencial)
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O agir ao qual Heidegger convoca, como condição prática para a questão do ser, acarreta uma certa desarticulação do projeto que fez e faz o universo tecnocrático
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Se a economia técnica é efetivamente bi-frontal, uma economia de limiar, sua simples situação põe em dúvida o alcance radical da questão aristotélica: Qual é a função do homem?
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É por seu topos que a tecnologia, ao mesmo tempo, leva o ordenamento ao extremo e o prejudica; que ela subverte o interesse pelo funcionamento ordenado das coletividades
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Situada no limiar da clausura, a técnica produz e transgride ao mesmo tempo um funcionamento contudo imperturbável e inquietante