Os textos da segunda série ilustram melhor a tonalidade irênica assumida na obra, afirmando-se uma dominante que é a reinscrição progressiva da teoria do texto na teoria da ação
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O que sempre mais interessou na análise semiótica ou semântica dos textos é o caráter paradigmático de sua configuração em relação à estruturação do campo prático em que os homens figuram como agentes ou pacientes
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Os textos, sobretudo literários, são conjuntos de signos que romperam suas amarras com as coisas designadas, mas entre essas coisas ditas há homens agentes e sofredores, e os discursos são eles mesmos ações, de modo que o vínculo mimético entre o ato de dizer e ler e o agir efetivo nunca se rompe de todo, tornando-se apenas mais complexo pela cisão entre signum e res
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Os ensaios da segunda seção produzem, grau a grau, a inversão de prioridade pela qual o cuidado prático reconquista a preeminência que uma concepção limitada da textualidade começa por obliterar, indo do texto e sua estruturação interna até um esboço do conceito de razão prática e a irrupção do agir no tempo presente sob a figura da iniciativa
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O ensaio inédito em francês, de fortuna em língua inglesa sob o título Le modèle du texte: l'action sensée considérée comme un texte, marca o giro de uma problemática à outra, sem que a noção de texto perca seu caráter paradigmático, passando de modelo de a modelo para, segundo fórmula do antropólogo Clifford Geertz
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A velha polêmica entre explicar e compreender pode então ser retomada em termos novos, menos dicotômicos e mais dialéticos, com campo de aplicação mais amplo, estendendo-se ao texto, à historiografia e à práxis, anunciando-se ainda o papel da imaginação no trabalho de configuração do texto e refiguração da ação