O estatuto da religião entre ética e ontologia resolve-se, portanto, na questão do estatuto da esperança, que retoma a atestação da capacidade de agir para além do abismo da inescrutabilidade do mal, aproximando-se antes do testemunho, na reconstrução proposta por Jean
Greisch e nas páginas de Jean Nabert em O desejo de Deus, e inscrevendo-se fora da alternativa entre ética e ontologia, tal como sugerido pela terceira questão kantiana — que me é permitido esperar? —, ao mesmo tempo prática e teórica, deixando o leitor perplexo diante dessa abertura.