Quanto ao poder-narrar, ligado à “coesão da vida” de
Dilthey, a incapacidade de narrar remete ao ensaio freudiano “Recordar, repetir e elaborar”, em que a pulsão de repetição se opõe ao trabalho de recordação, sendo a estranheza do passado ainda mais aguda no caso da memória infantil e culminando, no caso da memória da Shoah, na incomunicabilidade dos sobreviventes.