O conceito de apropriação resgata a cultura de seu denegrir pela teoria, sugerindo que o ser (Seyn) é um acontecimento finito e contingente de propriedade, análogo à estrutura da cultura, e não uma forma ou condição de possibilidade universal.
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Proximidade entre cultura e apropriação como fenômenos contingentes.
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Finitude do ser que ultrapassa a teoria.
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Resituação da verdade dentro do que se chama cultura.
A sentença central “das Seyn west als das Ereignis” (o ser acontece essencialmente como apropriação) não deve ser lida como uma proposição teórica sobre entes, mas como um dizer silencioso e não-conceitual que exige um pensamento incipiente.
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Inadequação da lógica sujeito-predicado para o acontecer do ser.
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Necessidade de realização histórica do pensamento.
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Risco de operar dentro de uma interpretação dada sem fazer justiça à doação.
O pensamento adequado ao evento exige o uso poético e inventivo das palavras, tratando-as como “inícios originários” (incepts) que renovam o significado herdado em um momento singular, similar à execução caligráfica.
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Distinção entre correção teórica e adequação poética.
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Singularidade do ato de pensar.
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Desafio de convidar o acontecer do ser de modo apropriado ao momento.
A tentativa de nomear o ser está fadada ao fracasso em termos de revelação total, pois depende de uma doação incontrolável, mas a textura desse fracasso pode apontar momentaneamente para o que não pode ser dito.
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Irrepresentabilidade do ser como ente.
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Necessidade de contenção e silêncio eloquente.
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Objetivo de delinear um campo de trabalho e não um sistema doutrinário.