A abordagem teórica, seja antiga ou moderna, marginaliza os campos pré-teóricos da adequação e inadequação, descartando sentimentos, tradições e hábitos como elementos subjetivos irrelevantes para a verdade.
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Redução dos entes a instâncias de universais.
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Desdém pelo “próprio” (das Eigene).
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Supressão do sentido individual pelo que é comum a todos.
As tentativas históricas de resistir ao domínio teórico, como o Romantismo e o construtivismo social, falham ao aceitar dicotomias herdadas ou ao não explicar como categorias construídas podem revelar os entes.
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Manutenção da oposição entre cabeça e coração no Romantismo.
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Insuficiência da análise da construção social.
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Persistência do desafio de combinar o “próprio” com a verdade.
A familiaridade constitui uma condição indispensável para a doação dos entes, definindo-se não como conhecimento de fatos, mas como uma competência corporal de orientação e discernimento sobre o comportamento apropriado no meio.
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Definição de familiaridade como saber orientar-se.
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Sentido de pertencimento e adequação.
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Caráter sentido e não cognizado da experiência (conforto/desconforto).
A hipótese de que o pertencimento possui uma primazia ontológica sobre a teoria sugere que os fatos e universais são formas derivadas e parasitárias de verdade, sustentadas secretamente pela apropriação pré-teórica.
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Irredutibilidade do “próprio” a crenças ou proposições implícitas.
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Profundidade do pertencimento em relação a qualquer teoria.
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Dependência da atitude teórica em relação à adequação originária.
O pensamento adequado ao pertencimento deve ser não-teórico e habitar a esfera do “próprio”, buscando sua fonte em um evento de emergência que funda o sentido através da inquietação e da exposição ao nada.
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Necessidade de uma atenção que habita o pertencimento.
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Busca pela origem da distinção entre próprio e estranho.
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Caracterização do evento como emergência ou ruptura.
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Impulso para a redação das Contribuições à Filosofia.