A análise das reações internas à tradição, como o empirismo, o senso comum e o idealismo alemão, é necessária para verificar se estas abordagens conseguem superar as limitações do pensamento representacional.
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Foco do empirismo e senso comum no particular.
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Tentativa idealista de unificar sujeito e objeto.
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Questionamento sobre a eficácia dessas alternativas.
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A crítica do senso comum à abstração filosófica é ineficaz porque a linguagem e o pensamento cotidianos já estão saturados de generalidades e universais, dos quais a filosofia é apenas uma radicalização.
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Presença de abstrações em frases triviais.
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Impossibilidade de articular crítica sem usar conceitos gerais.
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Continuidade entre pensamento cotidiano e tradição filosófica.
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O empirismo simples falha ao tentar derivar o universal do particular, pois a própria busca e identificação de objetos particulares pressupõem representações gerais prévias.
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Necessidade da ideia de árvore para encontrar uma árvore.
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O conceito de particular como uma representação geral.
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Incapacidade de explicar a origem do sentido do ser.
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A inversão da hierarquia entre particular e universal realizada pelo empirismo ou por
Nietzsche mantém-se dentro da estrutura metafísica, sem questionar a origem da distinção ou a natureza do ser.
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Permanência na distinção entre um e muitos.
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Nietzsche como o último metafísico.
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Diferença entre pensamento histórico-do-ser e historicismo.
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O projeto de
Hegel difere por rejeitar universais fixos em favor de um movimento dialético histórico que busca a reconciliação entre universal, particular, sujeito e objeto.
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Universais como ferramentas do entendimento, não da razão.
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Verdade como processo de desdobramento no tempo.
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Culminação de uma vertente de pensamento ocidental.
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A culminação hegeliana da verdade como identidade entre conhecedor e conhecido exige uma crítica radical que demonstre como essa unidade superior ainda permanece presa às limitações da metafísica.
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Identidade como alternativa à correspondência.
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Tentativa de resolver a divisão primordial (Ur-teil).
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Aplicabilidade da crítica heideggeriana à noção de identidade.
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A história da metafísica ocidental manifesta-se como uma sucessão de momentos de autopresença e autoconsciência, desde o deus aristotélico até o processo de recordação absoluta em Hegel.
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A crítica heideggeriana aponta que a autopresença absoluta viola a temporalidade radical do ser-aí e do ser, pois o acontecer do ser nunca pode se tornar um objeto presente ou um fundamento autoevidente.
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Ser-aí como temporalidade radical e não presença.
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Exposição ao ser através do tempo.
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Resistência do ser e da apropriação à caracterização como presença.
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A identificação hegeliana da atualidade com o pensamento incondicionado carece da finitude radical, eliminando a possibilidade de emergências genuínas e decisões contingentes em favor de um processo infinito.
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Interpretação da filosofia como consciência da representação.
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Finitude como mero meio para o infinito em Hegel.
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Irredutibilidade da contingência e do estranhamento em Heidegger.