A relação entre ser (Seyn) e apropriação (Ereignis) questiona se a apropriação é a face verdadeira ou apenas uma máscara do ser, concluindo-se que ela constitui o “mais interior” ou o coração do próprio acontecimento do ser, e não um emissário de um objeto oculto.
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Recusa da apropriação como disfarce de um ser que se esconde atrás.
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O ser não é um desconhecido à espreita.
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Identificação da apropriação como o “innermost” do ser.
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Distinção sutil onde o coração não é a totalidade, mas é essencial.
As reflexões tardias de Martin Heidegger recusam a classificação lógica de gênero e espécie para descrever a relação, definindo a apropriação como a origem essencial e a fonte doadora de tempo e ser, sem ser uma causa ou uma entidade.
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Citação de Tempo e Ser (1962) e A Caminho da Linguagem (1959).
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Apropriação como o “Isso” que dá o ser.
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Riqueza da apropriação superior a qualquer definição de ser.
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Caráter de evento de doação e não de coisa doada.
A obscuridade das formulações sobre a identidade entre os termos pode ser mitigada pela distinção clara entre o ser dos entes e o evento do ser (Seyn), permitindo afirmar que o evento de doação ocorre como apropriação e tem prioridade sobre o ser dos entes que dele emerge.
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Inadequação das categorias lógicas para questões de doação.
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Doação entendida como entrada no domínio do próprio.
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Possibilidade de eliminar o “como”: o ser é apropriação.
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Prioridade do Seyn/Ereignis sobre o resultado ôntico-ontológico.