Dificuldade do tournant fenomenológico e questão do primeiro princípio: em sua simplicidade implacável, o tournant oferece tal dificuldade que a démarche fenomenológica não cessou de retomar sua formulação, sem talvez tê-la ainda atingido
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Dificuldade pode se medir pelo fio condutor da determinação do primeiro princípio da fenomenologia
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Desde a partida, a questão do princípio coloca uma questão de princípio: como atribuir um princípio ao método ou à ciência (três termos sinônimos em metafísica) que toma a iniciativa de se desfazer da iniciativa?
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Que tipo de princípio permaneceria um (indiscutível, universal, incondicionado) sem contradizer o tournant fenomenológico ele mesmo, sem preceder e portanto pretender produzir o aparecer?
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Seria preciso então que o próprio conceito de princípio sofresse, ele também e o primeiro conforme a sua dignidade, o tournant fenomenológico?
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Princípio não cumpriria sua primazia senão desaparecendo diante da aparição?
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Deveria se deixar determinar por isso mesmo — a manifestação do que se manifesta — que pretende reger ou ao menos descrever?
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Neste caso, merece ainda o título de princípio? Certamente, na medida imprecisa onde um princípio derradeiro e último permaneceria ainda um princípio
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Que entender por princípio derradeiro? Se se trata de um último princípio para nós, primeiro em si, retornamos à aporia de partida (o domínio da manifestação pela demonstração)
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Se se trata bem do último enquanto último (a contra-método), restará compreender como este último permanece ainda o primeiro, isto é, como sua primazia pode cumprir o tournant que o ordena ao que se mostra a partir de nenhum outro princípio senão si
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Aporia não recai apenas sobre a identidade do princípio último da fenomenologia, mas sobre a possibilidade e mesmo a conveniência de formular um