A objeção metafísica se enunciaria assim: ao menos, ainda que seja sobre o modo muito unilateral e alienado da objetidade, o “sujeito” assegura uma fenomenalidade ao fenômeno “acompanhando” toda representação de objeto da representação mais originária do “eu penso”; pois, segundo
Kant, o “… eu penso deve poder acompanhar todas as minhas representações; senão algo poderia se representar a mim sem poder de modo algum se pensar, o que equivaleria a nada menos que a tornar a representação seja impossível, seja ao menos nula [
nichts, nada] para mim”; a fenomenalidade se estreita certamente aqui à representação, que implica um Eu, mas, mesmo assim empobrecida, ela se cumpre: o fenômeno aparece efetivamente, ainda que rebaixado à objetidade e alienado ao “sujeito”; não se poderia perguntar em retorno se o atribuível assegura ainda tão bem a fenomenalidade do fenômeno, desde então que ele não sintetiza mais, como o Eu, o diverso da intuição por um ato da espontaneidade do entendimento?