Segundo caráter essencial do atributário: contudo não precede o que forma segundo seu prisma — dele resulta
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O filtro se desdobra primeiro como uma tela
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Antes que se dê o dado ainda não fenomenalizado, nenhum filtro o espera
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Somente o impacto do que se dá faz surgir, de um único e mesmo choque, o relâmpago de que estoura sua primeira visibilidade e a tela mesma onde ele se esmaga
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O pensamento surge da indistinção pré-fenomenal, como uma tela transparente se colore de um golpe sob o impacto de um raio luminoso até então permanecido incolor no translúcido e que nele explode subitamente
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Recebe-se ela mesma no instante exato onde recebe o que se dá para, graças à sua própria recepção, se mostrar enfim
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O pensamento do polo-consciência nasce com a manifestação que torna visível sem o saber, nem o querer, nem mesmo talvez o poder
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Assim é por “… nada de mais que o sentimento de uma existência [Dasein] sem o menor conceito”, indissociável do “sentimento” onde se mostra o dado, que ela acede incidentemente a ela mesma
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E não se trata aí nem do conhecimento de um objeto, nem de uma impressão subjetiva, pois o pensamento originariamente receptor joga aqui aquém da distinção do fenômeno e do em-si
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“Esta proposição ['eu penso'] […] exprime uma intuição empírica indeterminada […]. Uma percepção indeterminada significa aqui somente algo de real, que nos é dado e certamente somente para o pensamento em geral, por conseguinte não como fenômeno, nem mesmo como coisa em si (noúmeno), mas como algo que existe no fato e é designado como tal na proposição 'eu penso'”
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Esta existência de fato não se representa, mas se prova por um sentir anterior à quadratura da fenomenalidade constituída (noúmenos, fenômenos, objetos) e instituído pela fenomenalidade que reivindica a doação
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O atributário responde do que se mostra, porque responde ao que se dá — primeiro ao dele se receber