Esta adaptação (omissão de
alia,
res entre aspas) busca evitar estender a
realitas à
res cogitans, mas prova a inadequação da determinação cartesiana para os fins de Husserl.
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Em Descartes, a substancialidade aplica-se tanto à res cogitans quanto à res extensa, contrariando o privilégio husserliano da consciência.
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Além disso, a substancialidade cartesiana é apenas relativa (depende de Deus), não absoluta como pretende Husserl.
Estes desvios textuais e conceituais demonstram que a convergência fundamental entre Husserl e Descartes era mais poderosa que qualquer divergência de detalhe.
Heidegger, ao analisar esta operação de Husserl, desmonta sua pretensão ontológica e revela o desvio fenomenológico que ela encobre.