A antítese da posição não é a liberdade aérea de um sujeito suspenso, mas a desintegração da hipóstase anunciada na emoção, que perturba a subjetividade e a impede de se recolher, aproximando-se da descrição fisiologista da emoção como ruptura de equilíbrio e afastando-se das análises fenomenológicas de Heidegger,
Husserl e
Scheler, ao revelar vertigem, vazio e abertura do caos como ausência de lugar, o há.
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Emoção como perturbação da subjetividade.
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Ruptura de equilíbrio na psicologia fisiologista.
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Distanciamento das análises fenomenológicas de Heidegger, Husserl e Scheler.
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Emoção como vertigem sobre o vazio.
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Explosão do cosmos em caos e ausência de lugar.
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Destruição do sujeito como perda de base.
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O aqui da consciência enquanto posição distingue-se radicalmente do Da do Dasein em Heidegger, pois precede mundo, horizonte e tempo, sendo o fato de que a consciência é origem e parte de si mesma, recolhendo-se na base para assumir o ser e constituir a fixidez como evento de estância que inaugura a própria noção de começo.
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Diferença entre o aqui e o Da heideggeriano.
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Precedência da posição em relação a mundo e tempo.
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Consciência como origem que parte de si.
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Base como ponto de partida para assumir.
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Estância como origem da fixidez e do começo.
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O lugar, antes de espaço geométrico ou ambiência heideggeriana, é base, e o corpo é o advento da consciência como evento de posição que não se situa num espaço prévio nem se reduz a coisa ou substância, mas constitui a irrupção da localização no ser anônimo, algo que não se esgota pela análise da experiência externa ou interna do corpo.
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Corpo não como coisa habitada por alma.
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Ser do corpo como evento e não substantivo.
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Corpo como posição e não objeto situado.
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Irrupção da localização no ser anônimo.
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Insuficiência da análise externa ou cinestésica.
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A cinestesia, composta de sensações e informações elementares, reduz o corpo a conjunto de experiências e saberes, e mesmo quando se afirma identificação íntima com dor ou respiração, o corpo permanece concebido como ser ou meio de localização, não como o evento pelo qual o homem se engaja na existência e no qual se realiza a mutação de evento em ser.
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Cinestesia como conjunto de sensações.
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Corpo como possessão resolvida em experiências.
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Identificação com dor ou respiração ainda mantendo o corpo como substantivo.
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Corpo não como instrumento ou símbolo.
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Corpo como própria posição e mutação de evento em ser.
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Embora tradicionalmente considerado mais do que matéria e capaz de expressar uma alma — como nos rostos e olhos entendidos como espelhos da interioridade — o corpo não funda sua espiritualidade na expressão, mas na posição que cumpre a condição de toda interioridade, sendo ele próprio o evento, como sugerem as esculturas de Rodin, cujo sentido reside na relação com a base e na posição mais do que na expressão de um pensamento interior.
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Corpo como expressão tradicional da alma.
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Rosto e olhos como órgãos privilegiados da expressão.
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Espiritualidade fundada na posição e não na expressão.
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Corpo como evento e não signo de interioridade.
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Referência às esculturas de Rodin e à relação com a base.