Crítica heideggeriana: a substância, enquanto conceito metafísico culminante (de
Descartes a
Hegel), impede pensar o ser como tal.
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Ela não pode dar conta da maneira como o ser se dirige historialmente ao ser humano que ek-siste e está no mundo.
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Por desdobrar um fundamento que já está sempre dado, a substância “salta” por sobre o fenômeno do mundo e sua relação com a existência humana.
Exemplo cartesiano: o “mundo” vê seu ser ditado a partir de uma ideia de ser encapsulada na substancialidade e de uma ideia de conhecimento correspondente, com base numa ideia do ser não desvelada em sua origem.
Determinação temporal do conceito de substância: ele é determinado por uma compreensão do ser como fundamento constantemente presente, derivada de uma determinação não clarificada do tempo como sucessão de instantes presentes.
A tarefa da desobstrução do conceito de substância exige pensar o ser como tal, e não como ente constantemente disponível.