Heidegger isola este escrito como uma joia e uma placa giratória na obra de
Schelling, iluminando tanto seus períodos anteriores (filosofia da identidade, da natureza, da arte) quanto posteriores (filosofia “positiva” da mitologia e revelação).
Três volumes da edição integral (Gesamtausgabe) são dedicados a
Schelling: tomo 28 (sobre o idealismo alemão), 42 (curso de 1936 sobre a liberdade) e 49 (curso de 1941, revisitando o tratado de 1809).
A reavaliação de
Schelling, libertando-o da sombra de
Hegel, deve-se em parte ao trabalho de Heidegger.
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Essa “vitória póstuma” de
Schelling também encontrou eco no mundo eslavo, onde seu pensamento teve uma recepção singular, por vezes vista como “desvio” em contextos marxistas ortodoxos.
Heidegger faz um comentário único e notável sobre um retrato fotográfico de
Schelling (um daguerreótipo de 1848).
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Neste comentário de 1936, ele afirma que no rosto do velho
Schelling não apenas um destino pessoal se joga, mas que é o “espírito historial dos alemães que procurava uma figura”.