Ao evocar o dialeto alemânico em que escreve J. P. Hebel, Heidegger afirma que todo dialeto (Mundart, modulação de boca) é fonte secreta de onde continua a afluir o que o espírito da língua abriga e resguarda, isto é, relações fundamentais — embora inapparentes — com Deus, com o mundo, com os seres humanos, com suas obras e seus gestos; e, mais decisivamente, uma presença alta e soberana a partir da qual cada coisa (Ding) recebe sua proveniência (Herkunft) e ganha vigor e fecundidade (
GA13, 135; Questões III, p. 47).