Convidados a consumir afetos (
GA69, 60), realizamos o impedimento ao ser (
das Unwesen) de nossa escuta, que se acomoda ao que concede (
das Gewährende), enquanto a escuta originária se dispõe a uma autoridade que se dirige ao ser humano e lhe fala, como destacado no último texto de
Caminhos para a Palavra: “De qualquer maneira que, além disso, escutemos, em toda parte onde ouvimos algo, a escuta é o deixar-se-dizer que já contém em si toda percepção e toda representação” (
GA12, 243), precedendo assim todas as escutas ordinárias de maneira inaparente, pois falar, por sua vez, não é nada além de uma escuta da palavra para o ser humano.