Experiência, em ciência, não é contato perceptivo, mas intervenção sistemática no curso das coisas
Exemplo típico: estabelecimento de dependência funcional entre grandezas variáveis
A oposição entre experiência e observação é relativizada
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A observação científica também envolve dispositivo construído para recolher informações escolhidas com discernimento
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O exemplo do espectro estelar mostra interação provocada entre luz e aparelho ótico que permite interpretação sem ambiguidade
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Estrutura operatória da prática experimental: preparação, crítica e interpretação
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O essencial da experiência não é o registro, mas o que o antecede e o segue
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A preparação submete o sistema a coerções e acoplamentos a sistemas artificiais de comportamento conhecido e controlável
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Mesmo a observação pressupõe enquadramento e instrumentos, podendo os sentidos desempenhar esse papel
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Após o registro, impõe-se síntese e crítica para eliminar erros de observação
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Em seguida, a interpretação transforma dados brutos em enunciados utilizáveis à luz de ideias teóricas
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Os dados devem ser comparáveis às hipóteses, por compatibilidade, incompatibilidade ou equivalência
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A démarche experimental se analisa em termos operatórios
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Operações materiais de montagem, preparação, interação e inscrição de dados
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Operações intelectuais de eliminação de erros, ajustes, estatística e esquemas indutivo-dedutivos
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Vaivém entre teoria e experiência e caráter não isolado da comprovação
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A démarche científica é descrita como vaivém incessante entre momento teórico e momento experimental
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Hipóteses sugerem experiências para constatar efeitos esperados
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A experiência confirma ou desmente, conservando ou exigindo modificação das hipóteses
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A experiência sugere ideias novas, mas não exclusivamente
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A comprovação de uma teoria por uma experiência geralmente implica uso concomitante de outras teorias aceitas no momento
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Definição formal da operação e suas propriedades constitutivas